Coimbra  17 de Maio de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Cento e cinquenta alunos criam projecto artístico em Coimbra

17 de Maio 2026 Jornal Campeão: Cento e cinquenta alunos criam projecto artístico em Coimbra

Cerca de 150 alunos de sete agrupamentos escolares partiram de obras do Museu Nacional Machado de Castro (MNMC), em Coimbra, para criar um projecto artístico que será apresentado no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV), na terça-feira.

O projecto “Que Gestos Sou Nos Sons Em Que Te Vejo” explorou os sentimentos que seis peças de arte do MNMC despertavam e, a partir daí, foi solicitado às crianças que fizessem “uma reinterpretação contemporânea destas peças”, afirmou o coordenador intermunicipal do Plano Nacional das Artes (PNA), António Cerdeira.

A iniciativa do MNMC, em parceria com o Plano Nacional das Artes (PNA) e este ano também com o TAGV, entre outros parceiros, envolveu alunos de agrupamentos de escolas de Alcobaça, Ansião, Cadaval, Coimbra, Mealhada e Vila Nova de Poiares, alcançando cerca de 150 crianças, além dos professores e parceiros locais, perfazendo em torno de 200 participantes no total.

O Centro Educativo dos Olivais, do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, em Coimbra, o Agrupamento de Escolas da Mealhada, o Agrupamento de Escolas de Vila Nova de Poiares, a Escola Básica 2-3 do Avelar, do Agrupamento de Escolas de Ansião, o Agrupamento de Escolas do Cadaval e o Agrupamento de Escolas de Cister, em Alcobaça, participam nesta terceira edição do projecto.

No âmbito da iniciativa, que “iniciou em Outubro, Novembro”, foi proposto o desafio às crianças de conhecerem, com os seus professores, um conjunto de peças da colecção do MNMC, “e depois houve uma série de momentos, de oficinas [dinamizadas por diferentes instituições], quer nas escolas, quer visitas ao museu” e ao TAGV.

O director do Teatro Académico de Gil Vicente, Sílvio Correia Santos, explicou que a terça-feira será marcada por uma sequência de apresentações, onde “cada escola trará a sua proposta”, algumas delas musicais, outras teatrais ou de dança, por exemplo.

Na apresentação do projecto, o coordenador intermunicipal do PNA expressou o desejo de que as parcerias da iniciativa continuem para o futuro, defendendo a importância de uma rede nas potencialidades educativas.

“A ideia é ir alargando sempre, consolidando esta rede”, acrescentou.

A directora do MNMC, Sandra Costa Saldanha, apontou que o projecto “tem sempre como ponto de partida as colecções do Museu Machado de Castro e que tem sempre como ponto de chegada a comunidade escolar”.

“É para o Museu Machado de Castro um projecto particularmente importante e particularmente importante neste ano de 2026, em que o Museu se encontra encerrado e estará encerrado praticamente durante todo o ano”, disse.

Como defendeu, a iniciativa constitui para o equipamento cultural “uma oportunidade de sair fora de portas e de contactar as comunidades”.

Este projecto “tem vindo a crescer também do ponto de vista do seu alcance geográfico” e esse “é um objectivo futuro do Museu e do Plano Nacional das Artes”.

Na sua intervenção, Sílvio Correia Santos afirmou que o projecto “se encaixa muito bem” na linha de mediação do TAGV, que tem sido uma estratégia “muito focada neste assumir das pessoas como agentes culturais de pleno direito e neste favorecimento do acesso à fluição, à participação e à criação”, tendo ainda ressaltado a importância do trabalho em rede.

O director apontou ainda que, na terça-feira, decorre também uma apresentação do Museu da Música e que o TAGV montou uma oficina, chamada “Caderno Técnico”, para “ajudar professores e alunos a criar um espectáculo, através da partilha prática e colaborativa de um palco e de uma estrutura profissionais”, como é o caso do TAGV.