Na próxima quinta-feira, dia 14, às 14h00, será inaugurada a Casa VIVA+ Engenheiro António Oliveira, no Hospital Rovisco Pais, na Tocha, concelho de Cantanhede. Este projecto representa um investimento superior a 16 milhões de euros e alia saúde, habitação e tecnologia para responder aos desafios do envelhecimento da população, posicionando Portugal na linha da frente da inovação em saúde no habitat.
Concebida como um laboratório vivo de inovação em habitação e saúde, a Casa VIVA+ Engenheiro António Oliveira funcionará como um espaço de desenvolvimento, teste e validação de tecnologias e soluções orientadas para a promoção da autonomia, prevenção, monitorização e segurança no domicílio. O projecto reforça o papel da habitação enquanto primeiro espaço de saúde, permitindo que mais pessoas possam viver durante mais tempo com qualidade de vida, conforto e independência.
Este investimento surge num contexto marcado pelo envelhecimento da população, pelo aumento das doenças crónicas e pela crescente pressão sobre os sistemas de saúde e apoio social, apostando na transferência de parte dos cuidados e da prevenção para o contexto domiciliário.
Este modelo pretende reduzir riscos, evitar institucionalizações precoces e promover formas mais sustentáveis de prestação de cuidados, com impacto direto na eficiência dos serviços públicos e na sustentabilidade social.
Cooperação entre Academia, Indústria e Saúde
A Casa VIVA+ Engenheiro António Oliveira resulta de uma parceria entre a OLI, a Universidade de Aveiro, a Unidade de Saúde Local de Coimbra, o Departamento de Reabilitação do Hospital Rovisco Pais e a InovaDomus – Associação para o Desenvolvimento da Casa do Futuro.
A OLI, líder do projecto, encontra-se a desenvolver uma solução inovadora para a monitorização regular de dados relacionados com a saúde e o bem-estar em ambiente de WC. Esta tecnologia transforma um tampo de sanita numa plataforma biométrica inteligente orientada para uma monitorização preventiva, passiva e personalizada da saúde no dia-a-dia.
Através da integração de sensores avançados e tecnologias de análise biométrica, a solução permite recolher automaticamente indicadores cardiovasculares e respiratórios, incluindo frequência cardíaca, variabilidade cardíaca, frequência respiratória e níveis de oxigenação sanguínea, possibilitando a identificação precoce de desvios e potenciais factores de risco.
A InovaDomus, através das suas empresas associadas do sector do habitat, como a Efapel, Extrusal, RedeRia, Revigrés e Teka, e de parceiros tecnológicos como a Bosch, contribui com produtos, tecnologia e conhecimento técnico nas respectivas áreas de especialização.
No total, o investimento ascende a mais de 16 milhões de euros, abrangendo a construção da infra-estrutura e o desenvolvimento de novos produtos e soluções de Investigação, Desenvolvimento e Inovação, alguns dos quais apoiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Este projeto constitui um exemplo de como a articulação entre indústria, ciência e sistema de saúde pode gerar inovação com impacto económico, valorização do conhecimento produzido em Portugal e desenvolvimento de soluções exportáveis para responder aos desafios do envelhecimento e da saúde no habitat.