A ACM realiza amanhã, dia 7 de Maio, pelas 18h30, mais uma Conferência de Ocaso, dedicada ao tema “Seguir o curso sem sair do leito… Porque há cheias no Mondego?”.
A sessão contará com as intervenções de João Pedroso de Lima, Professor Catedrático do Departamento de Engenharia Civil da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e de Nuno Bravo, director na Administração da Região Hidrográfica do Centro da Agência Portuguesa do Ambiente.
Partindo do conhecido trocadilho associado à Universidade de Coimbra — “seguir o curso sem sair do leito” —, a conferência propõe uma reflexão sobre a relação histórica da cidade com o rio Mondego e sobre a frequência e impacto das cheias antes da construção das barragens da Aguieira e de Fronhas, bem como do Açude-Ponte.
Durante a apresentação, serão explicados os principais factores que condicionam o escoamento superficial nas bacias hidrográficas, incluindo aspectos climáticos, meteorológicos e fisiográficos. Serão também abordados os diferentes tipos de cheias, a sua perigosidade e os métodos utilizados para avaliar o risco de inundação.
A conferência incluirá ainda a análise de episódios recentes, nomeadamente a rotura de um dique, em Fevereiro de 2026, na margem direita do Mondego, na zona de Casais, em Coimbra, que provocou o colapso de parte do tabuleiro da A1 — Auto-estrada do Norte.
João Pedroso de Lima é Engenheiro Especialista em Hidráulica e Recursos Hídricos pela Ordem dos Engenheiros e conta com mais de 550 trabalhos técnicos e científicos publicados. Nuno Bravo é Engenheiro Civil pela FCTUC e tem desempenhado várias funções de direcção na área dos recursos hídricos, tendo sido também Assistente Convidado no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra.