A Câmara da Figueira da Foz registou em 2025 um resultado líquido positivo de 244 mil euros, de acordo com o relatório de prestação de contas aprovado por maioria.
Para o presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, o resultado reflecte uma “situação financeira controlada, na linha do que o executivo procura seguir”.
“Temos uma situação financeira absolutamente controlada”, disse o autarca, salientando que 2025 foi um ano de forte investimento ao mesmo tempo que foi possível reduzir a dívida em 10% para os 17 milhões de euros.
O presidente da Câmara sublinhou ainda o facto de o revisor de contas não ter apontado qualquer reserva ao documento.
O Município da Figueira da Foz contabilizou em 2025 uma receita de 79,5 milhões de euros, o que representa um aumento de 11 milhões relativamente ao ano anterior, com destaque para o aumento de 10% na rubrica dos impostos directos.
O pagamento de derrama cresceu 41,30%, passando de 3,1 milhões para 4,4 milhões, o Imposto Municipal sobre Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) 5,7%, dos 8 milhões para os 8,5 milhões e o IMI 6,38%, aumentando dos 13,3 milhões para os 14,2 milhões.
As receitas de capital efectivas ascenderam a 16,5 milhões, representando um acréscimo de 5,7 milhões.
A despesas em 2025 totalizaram 75,9 milhões, com destaque para o aumento dos gastos com pessoal que subiu 11,4%, subindo dos 20,5 milhões para os 22,8 milhões.
O documento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria da coligação PSD/CDS-PP e as abstenções dos dois vereadores do PS e o único eleito do Chega.
O socialista João Paulo Rodrigues justificou a abstenção com “falhas preocupantes no investimento” e perda de eficiência operacional, traduzida no “Aumento significativo” dos gastos com pessoal e os “níveis elevados” dos fornecimentos e serviços externos.
O vereador do PS salientou que os gastos com pessoal “aumentaram significativamente para 23,1 milhões em 2025, quando em 2024 eram de 20,4 milhões, representando um crescimento de 13,2%”, enquanto os fornecimentos e serviços externos atingem os 23,3 milhões.
João Paulo Rodrigues denunciou ainda a existência de inúmeras transferências aprovadas para as freguesias que não foram feitas, bem como subsídios a várias entidades e bolsas de ensino por liquidar.