Coimbra  30 de Abril de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

A.J. Linhares Furtado

Agressões graves em Escola

3 de Abril 2026

Em noticiário televisivo recente, assisti a cena de repugnantes agressões a jovem adolescente por número indeterminado de colegas, no recreio de escola de ensino secundário. Prostrado no chão e enrolado sobre si próprio, em auto protecção passiva, o jovem era incapaz de se defender dos repetidos pontapés, às vezes simultâneos, desferidos por outros jovens: alguns junto dele, pontapeando-continuamente (principais instigadores dos maus tratos?) como que em acção punitiva ou vingativa; outros, correndo e, sem pararem, acrescentavam mais um pontapé em qualquer parte do corpo e desapareciam de cena! Em arraste, por veze a vítima parecia deslocar-se ou ser empurrada pela violência dos pontapés. Outros fotografavam ou filmavam de perto!!!

Sem que alguém de entre os circunstantes “mexesse um dedo”! Medo e cobardia que bastam!

Não creio que a notícia televisiva tivesse ido muito além disto, mas decerto que episódios desta natureza acontecem com demasiada frequência no nosso país, ainda actualmente!

Mesmo na maior e uma das mais antigas democracias do mundo (que antecedeu a revolução francesa) foi possível a ascensão de um boçal e louco, a “líder” (?) da Administração Federal.

Sempre considerei a Educação o maior e mais premente problema nas sociedades em geral e, nestes tempos, na portuguesa em particular. Os percursos para a Democracia contemplam conflitos ideológicos e sociais que nesta fase de relativa estabilização política no nosso país, teimam em conservar alguns comportamentos sociais altamente condenáveis e inaceitáveis.

Mesmo no quadro imensamente diferente da maior, muito antiga (precedeu a revolução francesa) e bem consolidada Democracia do Mundo, foi possível a ascensão de um boçal e louco a “líder” (?) da “Administração Federal” .Louco que defino como escumalha da escumalha do seu país, para usar termos equiparáveis aos que ele próprio usa para adjectivar os seus conterrâneos democratas!

Mais que tudo, a situação nacional requer atenção profunda e contínua na promoção do conhecimento e, a par deste e sinergicamente, do comportamento cívico.

(*) Professor Catedrático jubilado da Faculdade de Medicina de Coimbra