Coimbra  17 de Fevereiro de 2026 | Director: Lino Vinhal

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António José Seguro visitou estragos em Coimbra e deixou palavras de ânimo

17 de Fevereiro 2026 Jornal Campeão: António José Seguro visitou estragos em Coimbra e deixou palavras de ânimo

O Presidente eleito, António José Seguro, visitou ontem à tarde, em Coimbra, alguns das zonas com estragos provocados pelas sucessivas tempestades.

Depois de visitar Montemor-o-Velho, quando chegou à cidade de Coimbra foi ao local da derrocada na cerca de Santo Agostinho, na Alta da Cidade, sempre debaixo de uma chuva miudinha.

Nesta paragem, a comitiva liderada pela presidente da autarquia de Coimbra, Ana Abrunhosa, contou com a presença de Tiago Mariz, provedor da Misericórdia de Coimbra, proprietária dos terrenos.

Parte da cerca de Santo Agostinho, na Couraça dos Apóstolos, junto aos Terraços da Alta, ruiu no dia 7 de Fevereiro, devido ao excesso de pluviosidade.

António José Seguro seguiu depois pelas ruas da alta, passando pela Praça da Sé Velha, antes de voltar a parar junto ao antigo edifício do Governo Civil, na rua da Couraça de Lisboa, que acede ao Largo da Portagem, de onde contemplou o rio Mondego.

A comitiva, que integra elementos da rede de Protecção Civil Municipal e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), deslocou-se ainda ao Parque Manuel Braga, na margem direita do rio Mondego, onde terminou a visita.

A presidente da Câmara de Coimbra disse à comunicação social que a reunião e a visita de António José Seguro serviu para reportar os “maiores problemas” que o concelho sofreu nos últimos dias, sobretudo na baixa da cidade.

“Transmitimos ao senhor Presidente o trabalho que todos os presidentes de junta fizeram e o trabalho e contacto com as pessoas e o comércio na preparação para eventual evacuação da Baixa devido ao perigo de inundação”, disse Ana Abrunhosa.

A autarca adiantou que o Presidente da República eleito deixou “palavras de ânimo” e sugeriu que a reconstrução dos territórios afectados deve passar por contratos interadministrativos com o Governo, com capítulos para as várias áreas, numa perspectiva integrada, sem intervenções sectoriais, para construir com mais resiliência.

“Os municípios e as comunidades intermunicipais devem ter uma palavra a dizer na reconstrução e Coimbra reivindica contratos administrativos que inclua as várias áreas onde tem de haver intervenção”, sublinhou.

Questionada sobre o fim do Estado de Calamidade, a autarca considerou suficiente o período decretado pelo Governo, que terminou domingo, e disse que o município manteve o estado de emergência municipal para fazer as intervenções necessárias.

No caso da cerca de Santo Agostinho, a presidente da Câmara de Coimbra disse também que ainda não existe contabilização dos prejuízos e a primeira intervenção é de estabilização dos terrenos, numa ação que está a ser conduzida pelo Itcons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade.