Aceitámos o desafio, viabilizámos económica e financeiramente a empresa, relançámos o Parque Tecnológico (PT). Reduzimos o endividamento bancário em mais de quatro milhões de euros. Invertemos o ciclo de prejuízos para lucros nos anos de 2019, 2020, e em 2021 com um orçamento aprovado de prejuízo estimado de 174.147 euros, na execução reduzimo-lo para 119.814 euros.
No mandato os lucros foram de 1.260.326,69 euros, os cash flows de exploração sempre positivos, uma capitalização acionista de 18%. A autonomia financeira no final de mandato a 69%. Os acionistas reverteram por unanimidade a deliberação de extinção da sociedade.
Conseguimos no Portugal 2020 aprovar a II fase de construção de infraestruturas, um investimento de 2.015.776,55 euros, elegível em 1.962.579,74 euros, com uma comparticipação comunitária aprovada de 85%, o valor de 1.668.192,78 euros, uma obra adjudicada, consignada e iniciada.
Até à posse as empresas instaladas no PT tinham construído 24.300 m2. Quando saímos a Sanfil, concluída, em fase de conclusão a Olympus, (pessoal em formação) e a TIS, totalizavam mais 32.800 m2, duplicámos a área construída.
No emprego, final de 2018, trabalhavam no PT de 250 pessoas, quando saímos trabalhavam 382 e com a entrada em funcionamento da Olympus e da TIS, estimavam-se 822 trabalhadores. A Olympus em início de funcionamento, junho de 2022, admitiria mais de 200 trabalhadores num total previsível de mais de 350.
O investimento da Olympus, da SANFIL e da TIS – SANFIL concluído, Olympus em início de laboração e da TIS em fase de conclusão – ultrapassava os 30 milhões de euros, só o da Olympus totaliza mais de 25 milhões.
Na dinamização de massa critica, através de contrato, garantiu-se a instalação do Centro de Investigação do Instituto Politécnico de Coimbra, que envolveria mais cerca de 60 pessoas.
Negociámos e captámos investimentos da empresa VentilÁqua, S.A., um lote para se instalarem, na altura tinham em elaboração o projeto de construção, a alienação do lote 30 à empresa Clothe Up, o lote 31 A à empresa HeuKabel, Lda., e o lote 1 à empresa Nova Gama Gourmet, S.A.
A instalação da Olympus envolveu responsabilidades contratuais com eventuais indemnizações, que tivemos de resolver, nomeadamente as deficiências de infraestruturas da I Fase, ao nível do saneamento, um investimento 150.000 euros, concluído no prazo contratual.
Contratualizámos com a empresa Vantage Towers S.A a instalação de equipamento de telecomunicações para melhoria da cobertura do PT, resultando uma renda para a empresa de 450,00 euros mensais. Arrendámos, aprovado em AG, o lote 2 por 475,00 euros mensais.
Por concurso público adjudicámos o bar/restaurante do edifício Leonardo Da Vinci. No entanto, a empresa adjudicatária contestou os termos contratuais por impedirmos transformar a cozinha, em cozinha industrial, nomeadamente o fornecimento de refeições a empresas exteriores ao PT, degradando o PT.
Licenciámos o loteamento da I Fase (não estava licenciado) e requeremos o licenciamento da II Fase.
Adquirimos e solicitámos à CCDRC o pagamento da comparticipação dos terrenos da II fase para os pagarmos à CM, no montante de 242.618,40 euros;
Aprovámos uma alteração estatutária que teria de ser aprovada pela AG de acionistas e posteriormente pela Assembleia Municipal de Coimbra, por forma a permitir a CMC delegar competências e atribuições, nos termos da lei 50/2012, de limpeza e segurança do PT.
Na defesa da empresa e dos acionistas, após o ato eleitoral municipal, junto do maioritário, a CMC, dispus-me a cessar funções, ou em alternativa, aguardar o momento de aprovação do Relatório e Contas. O mandato terminaria a 28 de fevereiro de 2022. O Presidente da Câmara concordou com o prolongamento do mandato. A empresa e acionistas beneficiaram da decisão, por quanto:
A candidatura da II Fase A tinha um prazo de execução a iniciar em 01.01.2021 e de conclusão 31.12.2022. A aprovação comunicada em 30.12.2021. Um prazo de execução muito curto, não havia tempo a perder sob pena de se perder o financiamento. Solicitámos com êxito o limite de prazo, junho de 2023.
Tudo e muito mais consta do RC, só foi possível com o envolvimento e apoio do então presidente Dr. Manuel Machado, a todos os níveis, inclusive financeiro. E no pouco tempo de atividade simultânea com o sucessor nada a apontar, senti a preocupação em dinamizar o PT.
Na defesa da empresa e acionistas, talvez inédito, um socialista moveu judicialmente a um governo, ministérios, socialista, um processo judicial, ganho, a devolver à empresa fundos comunitários da I fase de mais de 300.000 euros.
Os factos, as dificuldades por vezes são oportunidades, até para contar as histórias dos ovos de cuco.
Nota: Parte II do artigo publicado na edição em papel do Campeão das Províncias da passada quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2026