João Marrana pediu a demissão do cargo de presidente da Metro Mondego, empresa gestora do Sistema de Mobilidade do Mondego, e deixa o cargo no final do mês, anunciou hoje o próprio.
“Foi uma decisão ponderada ao longo de algum tempo, que tomei em consciência, porque achei que era aquilo que deveria fazer”, afirmou João Marrana durante a reunião de Câmara de Miranda do Corvo, onde prestou explicações sobre os constrangimentos verificados no Metrobus.
João Marrana explicou que a decisão foi comunicada aos accionistas da Metro Mondego em 9 de Janeiro e excluiu que esteja relacionada com os actuais constrangimentos que se verificam na operação do sistema de mobilidade.
“Se me passasse pela cabeça que isto ia acontecer, obviamente não o tinha feito, mas agora a decisão está tomada e temos de ser responsáveis”, acrescentou.
João Marrana deixa a presidência do Conselho e Administração da Metro Mondego, cargo que ocupa desde 2019, no final de Fevereiro e regressará à Metro do Porto.
De acordo com a Metro Mondego, Marrana exerceu funções de gestão em diversas instituições, nomeadamente no TIP – Transportes Intermodais do Porto, ACE (Administrador-Delegado 2016-2019), na Comissão Diretiva do Programa Operacional do Norte (Vogal da Comissão Diretiva 2012-2015), na Autoridade Metropolitana de Transportes do Porto (2010-2012), na STCP – Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, SA (Administrador 2003-2009), na Metro do Porto (Assessor da Administração 2009-2010 e 2015-2016) e no Instituto da Construção (Assessor da Direção 1990–1999).
É professor auxiliar convidado da Universidade Portucalense, regente da unidade curricular Economia da Mobilidade e Transportes, desde 1996.
É igualmente, de acordo com a Metro Mondego, membro honorário da UITP – International Association of Public Transport, desde 2013, onde exerceu as funções de Presidente da Comissão Transport & Urban Life (2010-2013).