A situação dos caudais do Mondego esteve mais estável hoje de manhã, mas o risco de evacuação da Baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia, disse hoje a Protecção Civil.
Em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional de Protecção Civil, Mário Silvestre, destacou que a precipitação foi “um pouco menos intensa” do que o previsto, pelo que a situação no Rio Mondego está estável.
“Não estamos, de alguma forma, a dizer que não vamos ter problema. Estamos a dizer que, neste momento, e com base naquilo que aconteceu durante a noite, temos aqui uma situação um pouco mais estável, menos gravosa. Mas o risco de podermos ter de vir a evacuar a zona Baixa de Coimbra mantém-se até ao final do dia de hoje”, disse.
No caso do Rio Tejo, segundo Mário Silvestre, continuam a verificar-se afluências “também muito significativas”, embora haja um decréscimo das descargas das barragens espanholas.
“Os caudais vão manter-se elevados durante todo o dia e, portanto, será uma situação que continuaremos a avaliar em virtude da precipitação que tivemos e vamos continuar a ter”, afirmou, destacando que esta situação vai ter impacto no que vai acontecer no Rio Sorraia.
Também o Rio Sorraia e o Sado se mantêm ainda “com risco significativo de inundações”.
Em risco menos significativo de inundação estão os rios Minho, Coura, Lima, Cavado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Vouga, Águeda, Lis, Nabão e Guadiana.
Desde 1 de Fevereiro e até às 12h00 de hoje, a Protecção Civil registou 17.355 ocorrências, que envolveram 58.964 operacionais envolvidos e 24.100 meios.
As ocorrências mais recorrentes são inundações, queda de árvores e movimentos de massas (derrocadas).