O concelho de Oliveira do Hospital activou o Plano Municipal de Emergência e Protecção Civil na noite de sábado, face ao cenário meteorológico.
Segundo a Câmara de Oliveira do Hospital, a medida foi activada considerando “as previsões meteorológicas disponíveis e os potenciais efeitos expectáveis sobre o concelho”, designadamente “a manutenção de precipitação, com valores acumulados significativamente superiores ao habitual”.
Entre os riscos associados ao cenário meteorológico estão movimentos de massa (originando vias intransitáveis, obstrução de sistemas de escoamento e dificuldades de drenagem), queda de árvores e de estruturas provisórias e o transbordo de linhas de água, ainda de acordo com a autarquia.
Existe ainda a possibilidade da ocorrência de derrocadas parciais ou totais de edifícios devolutos e de muros de suporte, subida do caudal dos rios Alva e Alvôco, cedência de pavimento nas vias rodoviárias, danos significativos em infra-estruturas municipais e em agentes económicos do concelho e inundações de estruturas de cota baixa e caves.
O Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil do concelho está activo desde as 23h00 de sábado até às 23h59 do dia 15 de Fevereiro.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.