Coimbra  4 de Maio de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Alunos de arquitectura de Coimbra exigem obras estruturais no departamento

12 de Abril 2023

Alunos do Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (Darq) criaram um movimento para denunciar a “visível degradação” do edifício e exigir obras estruturais, há muito reivindicadas.

O movimento, intitulado MuD’ARQ, organizado pelo Núcleo de Estudantes de Arquitectura, tem afixado pela cidade cartazes com fotografias que exemplificam as más condições do edifício e irá fazer uma manifestação em Coimbra, a 20 de Abril, com o mote “Arquitectos ainda sem tecto”.

Um bocado de tecto que caiu à frente de uma sala de projecto, um buraco “gigante” numa das casas de banho, fitas que impedem a passagem em determinados sítios face aos riscos das estruturas, infiltrações no edifício e salas fechadas por não terem condições são alguns dos problemas apontados pelos alunos, afirmou a coordenadora do pelouro de cidadania do núcleo de estudantes, Maria Lourenço.

“Temos muito poucas salas que são usadas, porque muitas delas não têm condições para serem utilizadas”, salientou a aluna de 2.º ano de arquitectura, referindo que algumas aulas e exames acabam por ter de decorrer noutros departamentos situados no Polo I da Universidade de Coimbra, na Alta.

Segundo Maria Lourenço, o movimento pretende chamar a atenção à Universidade de Coimbra e à Câmara para os problemas com que se deparam, todos os dias, os estudantes daquele departamento.

Nesse sentido, a manifestação de dia 20 de Abril irá arrancar às 14h00, no Largo D. Dinis e irá até à Praça 8 de Maio, onde fica a Câmara Municipal de Coimbra.

“A direcção do próprio Darq está connosco, porque também quer o departamento requalificado e os professores têm-nos incentivado neste movimento, porque é uma causa que vale a pena”, frisou.

Para Maria Lourenço, a situação “torna-se ainda mais gritante por ser um departamento de arquitectura”, considerando que o edifício precisa de uma intervenção “estrutural”.

Segundo a aluna, a luta por uma requalificação do edifício, que já foi anteriormente ocupado pelo hospital da cidade, é antiga.

Para além de protestos por alunos no passado, em 2019 foi o na altura director do Darq, José António Bandeirinha, a exigir uma reabilitação profunda do departamento que ali se instalou há mais de 30 anos.

“É preciso uma intervenção geral, até porque está num estado muito próximo de poder proporcionar a ruína, como aconteceu aquando da tempestade Leslie, que destruiu uma grande parte da cobertura do edifício”, disse, na altura, o director do Darq.