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Volume de água armazenado nas albufeiras nacionais é de 81%

23 de Março 2023 Jornal Campeão: Volume de água armazenado nas albufeiras nacionais é de 81%

O volume de água armazenado nas albufeiras do território nacional situa-se actualmente nos 81%, uma subida de 24% desde Outubro de 2022, revelou hoje Nuno Bravo, da Administração de Região Hidrográfica (ARH) do Centro.

“Em Outubro [de 2022] tínhamos uma situação difícil, com 57% do volume de armazenamento nas nossas albufeiras, em média, em todo o território português. Agora, em Março, a situação mudou claramente e estamos com um valor de 81% de volume total armazenado”, referiu.

O administrador da ARH Centro participou, durante a tarde de ontem, numa conferência promovida pela Águas de Coimbra, com a temática das “Secas e Cheias: Uma inevitabilidade no contexto das alterações climáticas? – Soluções estruturais e não estruturais”.

Ao longo da sua intervenção, centrada nos novos desafios da gestão da água, Nuno Bravo recordou que o último ano hidrológico foi “extremamente seco”, sendo mesmo “o terceiro ano mais seco de sempre”.

Esse facto obrigou a que, a partir de Fevereiro de 2022, fossem delineadas medidas de contingência, centradas especialmente na contenção dos usos nas albufeiras, de forma a precaver o abastecimento público.

Neste ano hidrológico, que começou em Outubro de 2022, o armazenamento de água nas albufeiras é “mais confortável”, devido à precipitação muito intensa que se registou em Dezembro de 2022 e em Janeiro.

As chuvas que se fizeram sentir e que até causaram algumas cheias no Porto e no Algarve permitiram que as albufeiras conseguissem “restabelecer os seus níveis” na maioria das albufeiras nacionais, com excepção do Algarve, que continua com uma situação “muito grave”, antevendo-se que “o Verão não vá ser nada fácil”.

Segundo Nuno Bravo, também no que toca as águas subterrâneas, o território nacional passou “de uma situação crítica” para “uma situação mais confortável a norte do Tejo e uma situação ainda crítica a sul do Tejo”.

A conferência, que decorreu ao longo de todo o dia no Convento São Francisco, em Coimbra, reuniu especialistas e responsáveis políticos, que trouxeram para o centro do debate a ameaça de escassez de água, bem como a ocorrência de cheias.