O porto da Figueira da Foz retomou os trabalhos de melhoria das acessibilidades, que tinham sido interrompidos em Janeiro por decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
“A retoma surge na sequência de um parecer favorável da APA, que, através de comunicação oficial, autorizou o reinício condicionado e progressivo da obra”, explica a Administração daquela infra-estrutura portuária.
A intervenção incide em três frentes principais, sendo que no canal de navegação estão previstos trabalhos de quebramento de rocha e dragagens e na Doca dos Bacalhoeiros será executado o desmonte de enrocamento do molhe poente.
No cais acostável, numa extensão de 530 metros que abrange os terminais de granéis sólidos e de carga geral, serão executadas dragagens, instalação de estacas metálicas, construção da estrutura do tabuleiro, bem como a instalação de equipamentos e infraestruturas hidráulicas e elétricas.
Segundo o Porto da Figueira da Foz, a conclusão da empreitada está actualmente prevista para Outubro deste ano, podendo o prazo ser ajustado de acordo com o desenvolvimento do projecto.
A obra de aprofundamento da barra, do canal de navegação e da bacia de manobras do porto da Figueira da Foz iniciou-se em Janeiro de 2025 e deveria estar concluída em Julho deste ano.
Em Janeiro, os trabalhos de rebentamento foram interrompidos na sequência de uma notificação da APA, apesar da empreitada, a cargo da empresa Mota Engil, já acumular atrasos antes da suspensão, para além de ser necessário reformular o projeto de aumento do cais comercial.
A intervenção tem um custo estimado de 21,9 milhões de euros de financiamento público e privado: 9,1 milhões de euros provêm do programa Sustentabilidade 2030, 8,4 milhões de fundos próprios da Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) e 4,4 milhões foram disponibilizados por quatro empresas com actividade no porto da Figueira da Foz (Celbi, Navigator, Operfoz e Yilport).