No Dia Mundial da Saúde, que se celebra hoje, a Unidade Local de Saúde do Baixo Mondego (ULSBM) assinala um passo relevante na qualificação da resposta assistencial com a implementação do programa de teleconsultadoria em cardiologia, uma iniciativa que reforça a proximidade entre profissionais, agiliza o acesso a cuidados especializados e melhora a resposta prestada aos utentes.
Este modelo de articulação permite aos médicos de família recorrer, em tempo real e por videoconferência, ao apoio diferenciado de cardiologistas hospitalares, através de uma WebAgenda institucional partilhada e de plataformas digitais seguras. A solução favorece uma ligação mais estreita entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, promovendo uma abordagem mais integrada, célere e eficaz.
A teleconsultadoria possibilita a discussão síncrona de casos clínicos entre o médico de família e o especialista em cardiologia, contribuindo para decisões clínicas mais ajustadas, rápidas e fundamentadas. Neste processo, o médico de família mantém um papel determinante na condução do percurso assistencial do utente, beneficiando do apoio especializado do cardiologista da ULS do Baixo Mondego, que intervém enquanto consultor clínico.
Para a presidente do Conselho de Administração da ULS do Baixo Mondego, Ana Raquel Santos, esta solução representa uma evolução expressiva na prestação de cuidados: “a teleconsultadoria em cardiologia representa um avanço significativo na forma como prestamos cuidados de saúde, assegurando maior proximidade, equidade no acesso e inovação na resposta clínica”.
Também a cardiologista Diana Campos, promotora do projecto, sublinha os resultados já alcançados. Segundo a especialista, o programa permitiu já resolver cerca de dois terços das situações clínicas apresentadas pelos cuidados de saúde primários, com um tempo médio de resposta de sete dias. Sempre que se revela necessário, é ainda assegurado acesso diferenciado a exames complementares de diagnóstico e a consultas presenciais em menos de um mês.
Por sua vez, a Directora do Serviço de Cardiologia, a cardiologista Joana Guardado, destaca que esta iniciativa surgiu da necessidade de melhorar os tempos de resposta em cardiologia e, simultaneamente, optimizar os recursos disponíveis. O objectivo, salienta, passa por assegurar decisões mais rápidas e eficientes, centradas no doente e sustentadas numa articulação efectiva com os cuidados de saúde primários.
A teleconsultadoria em cardiologia insere-se na estratégia de modernização e inovação da ULS do Baixo Mondego, em consonância com as prioridades nacionais de transição digital e sustentabilidade no Serviço Nacional de Saúde. Ao reduzir deslocações desnecessárias, encurtar tempos de espera e reforçar a cooperação entre níveis de cuidados, esta resposta traduz-se em benefícios concretos para os utentes e para o próprio sistema de saúde.
Mais do que uma ferramenta tecnológica, este programa afirma-se como uma nova forma de aproximar os cuidados das pessoas, tornando-os mais acessíveis, mais eficientes e mais humanos.