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Plataforma Saúde em Diálogo alerta para fragilidade no SNS

7 de Abril 2026 Jornal Campeão: Plataforma Saúde em Diálogo alerta para fragilidade no SNS

No âmbito do Dia Mundial da Saúde, – que se assinala hoje (7) -, a plataforma “Saúde em Diálogo” alerta para fragilidades no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Em causa estão as listas de espera e a ruptura de medicamentos nos hospitais. O projecto defende, assim, a urgência do registo único para melhorar o acesso à saúde.

A representar 86 associações de doentes, consumidores e promotores de saúde, a organização reafirma a necessidade de “um SNS moderno, integrado e verdadeiramente centrado nas pessoas”. Desta forma, aponta como prioridade a implementação do registo único de saúde, com vista a reforçar a segurança clínica, bem como a melhorar a continuidade de cuidados.

“A inexistência de um sistema integrado continua a gerar fragmentação da informação, repetição de exames, atrasos na tomada de decisão clínica e maior risco, sobretudo para doentes crónicos”, sublinha a plataforma. Nesse sentido, o registo único pode ser a solução, já que possibilita a “poupança de custos e recursos”, evita a “duplicação de exames complementares e tratamentos”, e permite a criação de “um banco de dados valioso para gerar evidência em saúde”.

Segundo a organização, esta “visão de futuro” tem como intuito dar uma resposta imediata às constantes fragilidades do SNS. Recorde-se que, no final do ano passado, mais de 1,3 milhões de utentes aguardavam resposta, incluindo 1.088.656 em lista de espera para consulta de especialidade e 264.615 para cirurgia.

“A este cenário soma-se a crescente ruptura de medicamentos nos hospitais do SNS, uma situação que está já a ter um impacto directo e preocupante, especialmente no dia-a-dia dos doentes crónicos”, frisa. Uma realidade que compromete “a eficácia dos tratamentos, o controlo da doença e a confiança dos cidadãos no SNS”.

A plataforma alerta também para os atrasos no acesso à inovação terapêutica, expondo que os portugueses continuam a esperar mais tempo do que noutros países para aceder a tratamentos inovadores. Defende, assim, o reforço da cooperação entre autoridades, indústria e associações de doentes, de forma a tornar os processos mais ágeis e centrados nas necessidades reais das pessoas.