O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) questionou o Governo sobre a falta de professores no Hospital Pediátrico de Coimbra.
“O Hospital Pediátrico de Coimbra dispunha de dois docentes alocados pelo Ministério de Educação, por via das regras de mobilidade estatutária, no entanto e de acordo com a informação que chegou ao nosso conhecimento, neste momento não existe nenhum. Num dos casos devido a baixa médica, por doença prolongada, e no outro devido à recusa do Ministério da Educação em renovar a mobilidade estatutária do docente” – refere o PCP.
Segundo o deputados do partido, “no momento actual existe uma grande debilidade no acompanhamento pedagógico das crianças e jovens que se encontram em tratamento ou em internamento, ao qual acresce ainda a não existência de qualquer apoio ao nível do 1.º ciclo do ensino básico”.
O Grupo Parlamentar do PCP refere que “não pode deixar de relacionar esta situação com a recente medida, anunciada pelo Ministério de Educação, das novas regras de mobilidade estatutária, que prevêem uma redução drástica do número de docentes (cerca de 35%), no presente ano lectivo, em regime de mobilidade e com funções fora da sala de aula”.
“A escolha de reduzir o número de docentes neste modelo para permitir uma reorientação dos mesmos para o contexto de sala de aula põe em causa a aprendizagem de diversas crianças e jovens, como acontece neste caso em concreto, para além de afetar serviços públicos que realmente precisam desta função” – considera o PCP.