O Presidente eleito, António José Seguro, visitou ontem à tarde, em Coimbra, alguns das zonas com estragos provocados pelas sucessivas tempestades.
Depois de visitar Montemor-o-Velho, quando chegou à cidade de Coimbra foi ao local da derrocada na cerca de Santo Agostinho, na Alta da Cidade, sempre debaixo de uma chuva miudinha.
Nesta paragem, a comitiva liderada pela presidente da autarquia de Coimbra, Ana Abrunhosa, contou com a presença de Tiago Mariz, provedor da Misericórdia de Coimbra, proprietária dos terrenos.
Parte da cerca de Santo Agostinho, na Couraça dos Apóstolos, junto aos Terraços da Alta, ruiu no dia 7 de Fevereiro, devido ao excesso de pluviosidade.
António José Seguro seguiu depois pelas ruas da alta, passando pela Praça da Sé Velha, antes de voltar a parar junto ao antigo edifício do Governo Civil, na rua da Couraça de Lisboa, que acede ao Largo da Portagem, de onde contemplou o rio Mondego.
A comitiva, que integra elementos da rede de Protecção Civil Municipal e o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), deslocou-se ainda ao Parque Manuel Braga, na margem direita do rio Mondego, onde terminou a visita.
A presidente da Câmara de Coimbra disse à comunicação social que a reunião e a visita de António José Seguro serviu para reportar os “maiores problemas” que o concelho sofreu nos últimos dias, sobretudo na baixa da cidade.
“Transmitimos ao senhor Presidente o trabalho que todos os presidentes de junta fizeram e o trabalho e contacto com as pessoas e o comércio na preparação para eventual evacuação da Baixa devido ao perigo de inundação”, disse Ana Abrunhosa.
A autarca adiantou que o Presidente da República eleito deixou “palavras de ânimo” e sugeriu que a reconstrução dos territórios afectados deve passar por contratos interadministrativos com o Governo, com capítulos para as várias áreas, numa perspectiva integrada, sem intervenções sectoriais, para construir com mais resiliência.
“Os municípios e as comunidades intermunicipais devem ter uma palavra a dizer na reconstrução e Coimbra reivindica contratos administrativos que inclua as várias áreas onde tem de haver intervenção”, sublinhou.
Questionada sobre o fim do Estado de Calamidade, a autarca considerou suficiente o período decretado pelo Governo, que terminou domingo, e disse que o município manteve o estado de emergência municipal para fazer as intervenções necessárias.
No caso da cerca de Santo Agostinho, a presidente da Câmara de Coimbra disse também que ainda não existe contabilização dos prejuízos e a primeira intervenção é de estabilização dos terrenos, numa ação que está a ser conduzida pelo Itcons – Instituto de Investigação e Desenvolvimento Tecnológico para a Construção, Energia, Ambiente e Sustentabilidade.