A presidente da Câmara de Coimbra afirmou hoje que o “risco maior” de cheia desapareceu, mas vincou que populações em zonas alagadas não devem ainda regressar a casa.
Em conferência de imprensa de atualização da situação no concelho, Ana Abrunhosa disse que, “felizmente o pior não aconteceu”, face às previsões da ocorrência de uma cheia de grandes dimensões que poderia afetar toda a zona ribeirinha do centro urbano de Coimbra.
Apesar disso, a autarca afirmou que as populações que moram em zonas que ainda estão alagadas “não devem ainda regressar a casa”, devendo ficar à espera de novas indicações por parte da Protecção Civil.
Os utentes dos três lares que estavam no pavilhão Mário Mexia irão regressar para as suas instituições já a partir de sábado, referiu.
“A barragem da Aguieira estabilizou e a tendência é para baixar os caudais. Estamos fora da situação de grande perigo que ontem [quinta-feira] tememos”, conclui.
Face à redução de caudais, a situação de uma inundação da Baixa de Coimbra “já é algo que não consta” das previsões do Município, notou.
“Estamos fora daquela situação que muito nos preocupava e, portanto, apesar de continuarmos ainda com zonas inundadas em Coimbra, vamos continuar em estado de emergência municipal, mas a situação de risco maior desapareceu”, vincou.
Ana Abrunhosa realçou que, face às previsões que o Município tinha na quinta-feira, estava “muito, muito preocupado”.
As zonas alagadas existentes no concelho subsistem, sobretudo, a jusante da ponte-açude, acreditando que, mesmo com o bom tempo que se possa sentir no fim-de-semana, as casas deverão continuar alagadas, aclarou.
De acordo com a presidente da Câmara, a autarquia vai ajudar a retirar água das casas com bombas e esperar que o caudal do rio continue a baixar, continuando também a acudir a outras situações que persistem como quedas de árvores e muros.
Face à melhoria da situação, as escolas do concelho irão reabrir, mas o Mercado Municipal D. Pedro V continuará fechado, devido à queda da Cerca de Santo Agostinho, situação “mais complicada” e que irá demorar algum tempo até ser resolvida.
Sobre o corte da A1 e o congestionamento de trânsito que está a causar em Coimbra, Ana Abrunhosa afirmou que o Município está a articular a questão com a Infraestruturas de Portugal para sinalizar percursos alternativos, esperando que na segunda-feira possa ser apresentada uma solução até a auto-estrada poder reabrir.