O comandante nacional da Protecção Civil alertou hoje a população de Coimbra para o risco de cheias na zona baixa da cidade, devido à possibilidade de descargas superiores a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) na Barragem da Aguieira.
“Alertamos [as populações] de Coimbra para que tomem todas as medidas necessárias, para que salvaguardem mais uma vez os seus bens e estejam prontas para, se eventualmente for necessário, terem que abandonar as suas casas na zona onde poderá haver afetação por parte desta inundação”, afirmou Mário Silvestre.
O comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) falava pelas 19h00 numa conferência de imprensa para fazer um ponto de situação das cheias no país, a que assistiram o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e os presidentes das Câmaras de Lisboa, Carlos Moedas, e de Oeiras, Isaltino Morais.
Na quarta-feira, por volta das 17h00, a margem direita do rio Mondego, nos Casais, Coimbra, colapsou, o que levou ao encerramento da Auto-estrada 1. Parte do tabuleiro do viaduto da A1 desabou ao final da noite na sequência do rompimento do dique.
Hoje, a margem direita do canal principal do rio Mondego partiu e passou a canalizar água para o canal de rega em frente à ETAR de Formoselha (concelho de Montemor-o-Velho).
Esse mesmo canal de rega, pressionado por mais água do Mondego, também acabou por partir uns metros mais à frente, já entre Formoselha (Montemor-o-Velho) e Granja do Ulmeiro (em Soure), distribuindo água para os campos agrícolas da margem direita, já sobrecarregada.