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Arquitectos assumem presidência do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais

12 de Dezembro 2025 Jornal Campeão: Arquitectos assumem presidência do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais

Florindo Belo, Lúcia Santos e Hernâni Caniço

O arquitecto Florindo Belo Marques vai presidir, em 2026, ao Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais (FoRCOP), sucedendo nestas funções a Lúcia Santos, que lidera a Secção Regional do Centro da Ordem dos Farmacêuticos.

Presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, Florindo Marques anunciou que o tema principal norteador das Jornadas do FoRCOP será os “50 Anos do Poder Local em Portugal”, justificando que “são um marco importante na história do país”.

“A descentralização do poder político, iniciada após o 25 de Abril de 1974, trouxe mais competências e responsabilidades. Descentralização, Autonomia Local e Participação Cívica são marcos fundamentais a celebrar que desafiam a Gestão de Recursos, o Desenvolvimento Sustentável e a Participação dos Jovens” – acrescentou.

Como temas complementares que serão abordados ao longo do próximo ano, o presidente do FoRCOP enunciou a “Condição Humana”, a “Literacia Política e Participação Cívica”, os “Direitos Humanos e Justiça Social”, as “Alterações Climáticas e Desenvolvimento Sustentável”, e a “Habitação e Direitos Humanos”. A estes juntou como assu tos a abordar em conferências a “Saúde e o Bem-Estar”, as “Fake News e o Lado Negro da Inteligência Artificial”, a “Violência de Género, Igualdade de Direitos e Oportunidades para as Mulheres” e “Educação e Desenvolvimento Sustentável”.

Lúcia Santos, da Ordem dos Farmacêuticos e que presidiu ao mandato de 2024/25, fez um balanço do conjunto significativo de iniciativas que se realizaram e destinadas a promover o diálogo interprofissional e a afirmar o papel das Ordens Profissionais na Região Centro. Destacou, entre outras, as Jornadas FoRCOP, que decorreram em Maio e reuniram profissionais de diversas áreas e especialistas convidados, proporcionando um debate abrangente sobre os impactos presentes e futuros da inteligência artificial nas profissões, na sociedade e na organização dos serviços públicos.

Reflexão e partilha

A propósito do ciclo de conferências, Lúcia Santos recordou as quatro sessões temáticas realizadas ao longo do ano, que procuraram estimular a reflexão e partilha de conhecimento sobre questões estruturantes para a região e para o país. Democracia, Habitação, Saúde e Educação, foram os temas debatidos nestas sessões, contando com ilustres oradores, como Pacheco Pereira, Marina Gonçalves, Álvaro Beleza e Fernando Alexandre. No âmbito das eleições autárquicas, realizou-se, em Setembro, um debate subordinado ao tema “A Política e as Profissões”, que contou com a participação de candidatos à Câmara Municipal de Coimbra.

A Comissão Permanente da FoRCOP, presidida pelo arquitecto Florindo Marques e tendo Lúcia Santos como vice-presidente, integra a Ordem dos Enfermeiros, dos Engenheiros Técnicos e dos Médicos Veterinários. No total, são 13 Ordens que integram o Fórum Regional do Centro, abrangendo mais de 100 mil profissionais.

Na sessão que decorreu esta sexta-feira na Secção Regional do Centro da Ordem dos Arquitectos, no Edifício das Caldeiras, o médico Hernâni Caniço caracterizou o FoRCOP, que foi criando em Outubro de 2002 como Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais. “Perseguimos a coordenação das potencialidades das várias ciências e artes, com acções públicas conjuntas das Ordens, dirigidas a públicos-alvo com informação, esclarecimento e protecção da pessoa, levando ao respeito da opinião pública sem preconceitos classistas e à aceitação da nova função social das Ordens, como contributo para o bem-estar do cidadão, além das suas actividades específicas e legítimas no mercado do desempenho profissional”, referiu.

Para Hernâni Caniço, “o Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais (FoRCOP), não tem complexos de superioridade, não tem presunção de competências idolatradas, não tem atitude de sobranceria perante a população (a quem se destina a sua função), exercendo uma acção de propinquidade, uma garantia de qualidade do serviço e um espírito literato, humanitarista e filólogo”.