A Figás Foz assinala 25 anos de actividade na Figueira da Foz, em Montemor-o-Velho e na região, num percurso feito de serviços de gás, climatização e energias renováveis, alicerçado na proximidade com o cliente. À frente da empresa está Sérgio Gaspar, 53 anos, que associa a origem do projecto a um regresso às raízes e a uma decisão profissional tomada no início dos anos 2000.
Depois de ter começado em Coimbra por conta de outrem, Sérgio decidiu avançar por conta própria quando surgiu uma necessidade de instalação na Figueira da Foz. O arranque foi familiar, com a mulher, e uma equipa inicial composta por familiares e amigos. Ao longo dos anos, a actividade foi-se diversificando, com maior presença junto do cliente particular, sem abandonar o trabalho com empreiteiros.
“No início da nossa actividade, o foco era a instalação de redes de gás, numa fase em que o gás natural estava a chegar e a expandir-se em Portugal e, entre 2000 e 2010, trabalhávamos mais com empreiteiros; não tínhamos loja”, recorda.
A crise económica de 2010 marcou um ponto de viragem. Com a recuperação do mercado da construção, sobretudo na obra nova, a Figás Foz reforçou a climatização, como resposta directa às necessidades dos seus clientes. “Depois, com a crise de 2010 e, mais tarde, com a recuperação do mercado da construção, começámos a fazer mais aquecimentos centrais e abrimos, em força, a frente do gás para a climatização”, explica.
A abertura de loja e a aposta no gás engarrafado aproximaram a empresa do público em geral e deram mais escala ao segmento particular. “Também começámos a ganhar o mercado particular, que antes não tínhamos, e isso foi parte da nossa evolução e do conhecimento acumulado ao longo do trabalho”, afirma. Hoje, a actuação abrange redes de gás, climatização e soluções de energia. “A empresa actua no sector das redes de gás e da climatização — ar condicionado e caldeiras — e também em soluções de energia, como painéis fotovoltaicos. Trabalhamos com várias marcas e temos uma parceria principal com a Bosch”, acrescenta.
Com 18 colaboradores, a Figás Foz mantém um ADN familiar e aposta na estabilidade. “Cerca de 70% da equipa tem mais de 20 anos de casa. Temos-nos adaptado ao mercado e temos vindo a crescer todos os anos”, sublinha. A nova geração já integra a estrutura. “Os meus filhos trabalham comigo: são três; dois estão connosco e a outra está a estudar”, refere.
Para o fundador, a relação com o cliente é determinante e ajuda a explicar a fidelização. “Eu trato os clientes por igual, seja um pequeno empreiteiro com um só ajudante, sejam os grandes construtores. Lidamos com pessoas de perfis diferentes e prestamos o mesmo atendimento a todos”, diz. E sintetiza o método: “Eu acho que o crescimento vem dessa proximidade. Não somos uma empresa burocrática; o nosso objectivo é manter o cliente satisfeito”. “Vão aparecendo clientes novos e raramente perdemos um cliente antigo, muito pela confiança e pela relação que vamos criando”, acrescenta.
A urgência do serviço e a importância da resposta rápida são, muitas vezes, explicadas com humor. “O cliente fica mais aborrecido sem água quente do que sem a mulher ou o carro”, brinca. “Há investimento no atendimento, sempre pronto e dinâmico, mas isso traz benefício para nós e, sobretudo, para os clientes”, defende.
A transição energética também já faz parte da agenda. “Estamos a evoluir também na área da energia: já montamos painéis fotovoltaicos e acompanhamos o sector, com um engenheiro dedicado a essa área, para nos adaptarmos às novas necessidades do mercado”, afirma. Em paralelo, a empresa reforça formação e renovação geracional. “Ainda agora contratámos jovens para os formar tecnicamente. Temos parcerias com o IEFP e até ando à procura de um engenheiro electromecânico para a empresa”, acrescenta.
As comemorações dos 25 anos, assinaladas em Maio, foram pensadas para dentro e fora de portas, envolvendo colaboradores, famílias e clientela. “Para assinalar os 25 anos, fizemos um evento para os trabalhadores, envolvendo também as famílias — a “família Figás Foz” — e preparamos brindes para os nossos clientes”, descreve.
A ligação ao território inclui também apoio a instituições locais. “Também apoiamos as nossas entidades e mantemos uma relação de parceria, sempre, com a nossa comunidade regional”, afirma. E deixa uma mensagem de continuidade: “Estamos cá para ficar. O cliente conta connosco, como sempre contou; não caímos aqui de paraquedas”, diz.