A coligação que ficou a 13 votos de conquistar a liderança da Junta da UF de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades considera que a outra dá ares de duvidar do seu próprio projecto político.
“A insistência em garantir maioria absoluta” dos assentos no executivo (três em cinco) “por parte de quem venceu apenas por 12 votos é incompreensível”, alegou, este sábado (15), a coligação “Juntos Somos Coimbra” (onde avulta o PSD) em alusão a “Avançar Coimbra” (onde sobressai o PS).
JSC acentua que a lista vencedora, encabeçada por Laura Fonseca (presidente da Junta), representa “menos de 30 por cento do eleitorado, resultado que (…) deveria exigir da força mais votada uma leitura plural e inclusiva da governação”.
“Só após a reprovação de uma proposta” para formação do elenco de vogais (quatro) do executivo, “foi, finalmente, convocada uma reunião conjunta das forças políticas representadas” na Assembleia da União de Freguesias, assinala a candidatura encabeçada por José Maria Barroca.
Porém, nessa reunião, prossegue JSC em comunicado, Laura Fonseca “manteve uma postura intransigente, insistindo em ter metade dos vogais”. ‘Avançar Coimbra’ enveredou por um caminho que “não traduz a pluralidade, nem o equilíbrio democrático expresso” a 12 de Outubro, “ao deixar apenas dois [dos cinco] lugares do executivo para ‘Juntos Somos Coimbra’, Unidos para Afirmar (movimento independente) e Chega”, opina José Maria Barroca.
Neste contexto, JSC reafirma o seu entendimento de que a Junta da UF de S. Martinho e Ribeira “deve reflectir a pluralidade inerente às três forças mais votadas” através de uma “solução proporcional, equilibrada e verdadeiramente representativa da vontade dos cidadãos”.
A Assembleia da União de Freguesias de S. Martinho do Bispo e Ribeira de Frades é composta por cinco autarcas da coligação vencedora, quatro de “Juntos Somos Coimbra”, três do movimento independente e um do Chega.