A participação de Portugal na Expo 2025 Osaka terminou com um balanço altamente positivo, consolidando a imagem do país como criativo, inovador e sustentável. Ao longo de seis meses, o Pavilhão de Portugal, planeado e executado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), recebeu mais de 2,3 milhões de visitantes, acolheu 210 delegações internacionais de 65 países e realizou 400 eventos com mais de 550.000 participantes.
O espaço português, projectado pelo arquitecto japonês Kengo Kuma sob o tema “Oceano, Diálogo Azul”, destacou-se pela sua instalação visual construída com cabos marítimos reutilizados, símbolo da ligação histórica e cultural entre Portugal e o Japão. Parte desse material será agora doado a escolas japonesas, num gesto que prolonga o legado da participação nacional.
Durante o certame, Portugal apresentou-se como um palco económico, diplomático e cultural, envolvendo 510 entidades nacionais e gerando 4,5 milhões de euros em volume de negócios directos através da loja e do restaurante “Mar de Portugal”.
“A participação de Portugal na Expo 2025 Osaka reforçou a nossa presença internacional e abriu portas a novas oportunidades para empresas e instituições”, afirmou o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, sublinhando o potencial do evento como ponto de partida para futuras parcerias económicas e culturais com o Japão.
A presidente da AICEP, Madalena Oliveira e Silva, destacou que a presença portuguesa “gerou visibilidade e oportunidades para as empresas, para as instituições e para a marca Portugal”, consolidando o país “num mercado exigente e competitivo como o japonês”.
O Pavilhão de Portugal foi distinguido internacionalmente com o prémio de Melhor Conceito Temático da Expo, conquistando ainda o bronze nas categorias de Melhor Arquitectura Exterior e Melhor Apresentação, no World Expolympics, promovido pela Experiential Design Authority (TEDA).
Para a Comissária-Geral Joana Gomes Cardoso, “o Pavilhão de Portugal foi um espaço de encontros e de diálogo entre culturas. Mostrámos o melhor do país, as regiões, as empresas, a arte e a ciência, e criámos pontes que continuarão depois da Expo”.
A execução financeira da participação portuguesa decorreu sem desvios orçamentais, cumprindo os critérios de transparência e boa gestão pública.
A Expo 2025 Osaka termina deixando a marca de um Portugal moderno, aberto ao mundo e comprometido com a sustentabilidade e a inovação, uma imagem que, segundo a AICEP, “vai perdurar muito para lá das fronteiras da exposição”.
FOTO: Fernando Guerra