O Festival Gliding Barnacles regressa à Figueira da Foz de 1 a 5 de Outubro para assinalar a 12.ª edição. Depois de, em 2024, ter reunido mais de 35 mil pessoas na Praia do Cabedelo, a maior afluência de sempre, o evento apresenta-se este ano com várias novidades, entre as quais a abertura do Museu GB, um novo palco nocturno e uma programação artística e gastronómica reforçada.
A demolição do antigo espaço de espectáculos obrigou a organização a criar um novo palco, pensado para manter o espírito irreverente e improvisado que caracteriza o festival. Durante o dia, a Praia do Cabedelo será novamente ocupada por concertos ao ar livre, performances, tatuagens, cortes de cabelo e pelos sofás colocados no molhe.
O surf mantém-se como elemento central, mas em formato não competitivo. O festival privilegia sessões livres, onde a criatividade e o estilo dos surfistas convidados se sobrepõem à vertente técnica.
Entre as novidades está a inauguração do Museu GB, um espaço permanente dedicado à memória do evento. “O museu é mais do que um arquivo; é uma homenagem àquilo que nos trouxe até aqui”, sublinha Eurico Gonçalves, fundador do festival e presidente da Associação de Desenvolvimento + Surf.
A programação artística inclui residências abertas ao público, com oficinas de pintura mural, escultura, tecelagem e serigrafia, dinamizadas por artistas nacionais e internacionais. No sábado, 4 de Outubro, pelas 21h00, terá lugar uma vernissage com a apresentação dos trabalhos desenvolvidos ao longo do festival.
No campo musical, a programação volta a reunir propostas eclécticas. Japanese Television, Manteau, Wipeout Beat, The Youths e Tuff Guac são alguns dos nomes confirmados para os concertos nocturnos, enquanto a praia receberá actuações mais intimistas e improvisadas ao longo do dia.
A gastronomia mantém-se como área em destaque. Sob a curadoria de Paulo Amado (Manja Marvila), a residência culinária contará com a participação de Joana Barrios, João Sá (Sála de João Sá, estrela Michelin), João Bívar (Shun Open Kitchen) e Mónica Gomes (Olaias), que irão apresentar criações inspiradas em produtos locais.
“Este ano damos um passo importante ao reforçar a dimensão artística e ao criar um novo espaço para a música, sem perder a essência livre que nos define”, refere Beatriz Fonseca, da organização.
O evento é promovido pela Associação Desenvolvimento + Surf, com o apoio da Câmara Municipal da Figueira da Foz, do Turismo do Centro de Portugal e do Turismo de Portugal. A participação nos concertos diurnos e sessões de surf é gratuita, enquanto os espectáculos nocturnos e intervenções artísticas requerem reserva prévia no site oficial.