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ULS de Coimbra tem mais 53 novos enfermeiros especialistas

11 de Setembro 2025 Jornal Campeão: ULS de Coimbra tem mais 53 novos enfermeiros especialistas

A Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra deu posse a 53 novos enfermeiros especialistas.

A cerimónia pública de assinatura de adendas aos contratos de trabalho decorreu no Centro de Congressos dos Hospitais da Universidade de Coimbra e foi um momento de “reconhecimento e de grande alegria” para estes profissionais, agora especialistas.

Dos 53 novos Especialistas em Enfermagem da ULS de Coimbra, 15 são em Saúde Materna e Obstétrica, 10 em Saúde Mental e Psiquiátrica, nove em Saúde Infantil e Pediátrica, nove em enfermagem Médico-Cirúrgica, seis em Reabilitação, e quatro em enfermagem Comunitária.

“A mudança para a categoria de Enfermeiro Especialista advém de concurso público e traduz o reconhecimento formal na carreira de competências diferenciadas, resultantes de formação avançada na área de especialidade, experiência, bem como da atribuição prévia do título de Enfermeiro Especialista pela Ordem dos Enfermeiros”, explica Áurea Andrade, Enfermeira Directora da ULS de Coimbra.

“Implica alteração estatutária e remuneratória, maior autonomia clínica, liderança e tomada de decisão avançada, e alinha o exercício efectivo com o devido enquadramento na carreira – sendo, em muitos casos, o reconhecimento de responsabilidades previamente assumidas. É, portanto, o culminar de vários anos de trabalho, dedicação e empenho”, referiu.

“Para a ULS de Coimbra, a integração na categoria de Enfermeiro Especialista constitui um marco decisivo na valorização dos profissionais de enfermagem e no reforço da qualidade e segurança dos cuidados prestados. Representa igualmente um avanço na governação clínica e na dignificação de uma profissão absolutamente central no Serviço Nacional de Saúde”, sublinha Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração da ULS de Coimbra. “Este passo é determinante para sustentar a mudança em curso na nossa instituição. Por um lado, permite consolidar capacidades já existentes: sem especialistas em Saúde Materna e Obstétrica não seria possível garantir a continuidade dos serviços de obstetrícia; sem especialistas em Enfermagem Médico-Cirúrgica não teríamos alcançado o actual aumento da actividade cirúrgica; e sem especialistas em Saúde Infantil e Pediátrica não poderíamos reforçar a excelência dos cuidados prestados às crianças e jovens”, declarou.

Por outro lado, segundo Alexandre Lourenço, “sem enfermeiros especialistas em Saúde Mental e Psiquiátrica, não teríamos conseguido expandir equipas comunitárias de saúde mental a todo o território; sem especialistas em Enfermagem Comunitária, não teríamos ampliado os programas de prevenção junto das comunidades; e sem especialistas em Enfermagem de Reabilitação, não seria possível duplicar, em somente um ano, a resposta em cuidados domiciliários”.