O Miradouro do Penedo da Saudade, em Coimbra, volta a ser cenário do Jazz ao Luar, que este ano apresenta uma novidade: em vez de um, serão dois os concertos que vão marcar cada sexta-feira de Setembro.
A iniciativa, organizada pela Câmara Municipal de Coimbra, União das Freguesias e Fundação INATEL, tem vindo a ganhar dimensão, levando a organização a reforçar a programação. O director regional do INATEL, Bruno Paixão, sublinhou que o evento “vem crescendo” e descreveu esta edição como um convite para se despedir do Verão, com a cidade a servir de pano de fundo e o jazz como banda sonora.
As escolhas musicais recaíram sobretudo em grupos ligados a Coimbra, reforçando a identidade local do certame. Apenas uma das formações vem de fora, o Nostrum Duo, com raízes em Aveiro, mas também habituado a pisar palcos da região.
Na edição anterior, cerca de 1.000 pessoas passaram pelo Penedo da Saudade para ouvir jazz ao pôr do sol. Este ano, a expectativa é maior, não só pela duplicação de concertos, mas também pelo ambiente criado, em que música, património e convívio se cruzam. Para João Francisco Campos, presidente da União das Freguesias, o Jazz ao Luar é sobretudo “um evento para famílias”, pensado para transformar o final de tarde em experiência cultural e de lazer.
Já Rafael Nascimento, chefe da Divisão de Cultura da Câmara de Coimbra, destacou que a iniciativa confirma a ligação da cidade ao jazz, ao mesmo tempo que convida munícipes e visitantes a redescobrir um dos seus espaços mais emblemáticos.
O Penedo da Saudade, miradouro carregado de simbolismo académico e literário, volta assim a vestir-se de música, prometendo finais de dia em que o improviso se mistura com a poesia gravada na pedra.