Coimbra  17 de Março de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Insolvências avançam 8% e novas empresas caem 24% em Agosto

10 de Setembro 2025 Jornal Campeão: Insolvências avançam 8% e novas empresas caem 24% em Agosto

O número de acções de insolvência registadas em Portugal até ao final de Agosto aumentou 8% face ao mesmo período de 2024, revela a Iberinform. Só em Agosto foram 154 empresas insolventes, mais 29 do que há um ano (mais 23%).

As declarações apresentadas pelas próprias empresas cresceram 29%, somando 655 processos (mais 148). Já as requeridas por terceiros avançaram 25%, para 541 registos ( mais 107). Os encerramentos com plano de insolvência recuaram 44% (menos 10 empresas), enquanto o número de empresas declaradas insolventes totalizou 1.190, menos 60 do que em 2024. No conjunto, há mais 179 acções de insolvência do que no ano passado, o equivalente a +8%.

Os distritos do Porto (604) e de Lisboa (561) concentraram o maior volume de insolvências nos primeiros oito meses, ambos com subidas homólogas de 15%. Entre os maiores crescimentos destacam-se Castelo Branco (+36%), Viana do Castelo (+32%), Leiria (+30%), Bragança (+29%) e Faro (+24%). As maiores quebras ocorreram na Madeira (-37%), Beja (-31%), Guarda (-25%) e Viseu (-22%).

A Agricultura, Caça e Pesca liderou as subidas, com +69% no número de insolvências, seguida das Telecomunicações (+67%) e dos Transportes (+32%). Em sentido contrário, Electricidade, Gás e Água registou a maior redução (-50%).

Em contraciclo, a constituição de novas empresas caiu 24% em Agosto (de 3.338 em 2024 para 2.550 em 2025). Ainda assim, no acumulado de Janeiro a Agosto observa-se um ligeiro acréscimo de 0,9%, para 35.537 novas empresas.

Por distritos, Lisboa somou 10.904 constituições (-1,3% face a 2024) e o Porto 6.130 (+2,3%). Os maiores avanços verificaram-se em Viseu (+20%), Ponta Delgada (+13%) e Évora (+12%); as descidas mais expressivas ocorreram em Horta (-18%) e Angra do Heroísmo (-14%).

Sectorialmente, o maior dinamismo esteve na Agricultura, Caça e Pesca (+22%) e na Construção e Obras Públicas (+14%). Telecomunicações (-30%) e Transportes (-24%) apresentaram reduções na criação de novas empresas.