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Festival de Violoncelo À Corda regressa em Setembro para a quinta edição

2 de Setembro 2025 Jornal Campeão: Festival de Violoncelo À Corda regressa em Setembro para a quinta edição

O Festival de Violoncelo À Corda está de regresso entre 5 e 28 de Setembro para celebrar a sua quinta edição, com uma programação que volta a unir a excelência musical à singularidade do património histórico de Coimbra.

Durante quatro semanas, o público poderá assistir a concertos, masterclasses e workshops em alguns dos mais emblemáticos espaços culturais e patrimoniais da cidade, entre eles o Conservatório de Música de Coimbra, a Sé Velha, a escadaria do Quebra Costas, o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, o Teatro Académico Gil Vicente, a Biblioteca Joanina e o Convento São Francisco.

A edição deste ano contará com intérpretes de renome internacional, como Ophélie Gaillard, Torleif Thedéen, Martti Rousi, Vasco Dantas, Isabel Vaz, Quarteto Chiado, Jacob Shaw e Filipe Quaresma, entre outros. Um dos momentos mais aguardados será o concerto da violoncelista franco-suíça Ophélie Gaillard, a 22 de Setembro, na icónica Biblioteca Joanina.

Segundo Tiago Anjinho, director artístico do À Corda Cello Festival, a iniciativa representa “uma grande celebração do património cultural português em casamento com a música, neste caso o violoncelo”. O responsável destacou ainda a diversidade da programação: “Vamos ter concertos desde o Fado de Coimbra a repertórios barrocos e românticos, incluindo uma novidade com celebrações da cultura brasileira.”

Delfim Leão, vice-reitor para a Cultura, Comunicação e Ciência Aberta da Universidade de Coimbra, sublinhou a ligação da instituição ao festival desde a primeira edição, enaltecendo “a capacidade de trazer a Coimbra grandes intérpretes, cruzando-os com a tradição da cidade e da Universidade, em espaços de excepção”.

Também Rafael Nascimento, chefe da Divisão de Cultura e Promoção Turística da Câmara Municipal de Coimbra, evidenciou a “manifesta evolução” do festival, considerando-o uma oportunidade ímpar para “usufruir do património imaterial e do património edificado”.

Pelo segundo ano consecutivo, a conferência de imprensa decorreu na BGUC. Para o seu director, Manuel Porteal, o À Corda distingue-se “pelo conceito singular, pela optimização da organização e pela fusão de géneros”, destacando em particular o concerto na Biblioteca Joanina, que considerou “uma honra acolher”.

Entre os apoios, sobressai o da Fundação INATEL – Coimbra. O director, Bruno Paixão, enalteceu “o arrojo e a irreverência” do festival, cuja qualidade artística “coloca Coimbra no topo”, sublinhando ainda a experiência única de “coabitação com o património”.

A sessão serviu também para anunciar uma nova parceria entre a Associação Momentos À Corda e a Associação Académica de Coimbra. No âmbito do Fundo de Acção Social António Luís Gomes, todos os espectáculos pagos vão destinar uma parte das receitas ao apoio de estudantes economicamente carenciados.

O arranque do festival terá lugar a 5 de Setembro, no Conservatório de Música de Coimbra, com Isabel Vaz & Vasco Dantas Duo, acompanhados pela artista C’Marie, numa experiência que alia música e ilustração. O encerramento está marcado para 28 de Setembro, no Convento São Francisco, com a actuação do violoncelista Filipe Quaresma, solista português de destaque, acompanhado pela Orquestra do Festival À Corda.

Criado em 2020, o Festival À Corda nasceu com o propósito de divulgar o violoncelo como instrumento versátil, explorando-o em diferentes universos musicais, da música erudita ao jazz, passando pelo fado e pela música étnica, sempre em diálogo com o património histórico e cultural da cidade.