As Câmaras da Lousã e de Miranda do Corvo manifestaram discordância com o arranque da operação preliminar do autocarro eléctrico articulado na cidade de Coimbra, de forma gratuita, no âmbito do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM).
Numa tomada de posição individual, mas idêntica, estes dois municípios abrangidos por aquele sistema de transporte referiram que “a prioridade do Governo (accionista maioritário da Metro Mondego) deveria ser a concretização do projecto – no seu todo e com a máxima urgência – de acordo com o calendário assumido”.
De acordo com o calendário anteriormente estabelecido, a ligação entre Serpins (Lousã) e a Portagem (Coimbra), correspondente ao antigo ramal da Lousã, deveria entrar em funcionamento até ao final do ano e o restante ramal urbano na cidade de Coimbra no final de 2026.
O MetroBus, que circula em via dedicada, arrancou esta sexta-feira a sua operação preliminar entre a Portagem, na Baixa, e Vale das Flores, de forma gratuita, até ser possível assegurar a viagem até Serpins, que se espera que possa arrancar antes do fim do ano.
“Quando tivemos conhecimento da possibilidade de iniciar o serviço em parte do troço Urbano da cidade de Coimbra manifestámos discordância”, salientaram os municípios de Lousã e Miranda do Corvo, defendendo que o “serviço público de transporte tem de entrar em funcionamento, com a máxima brevidade e cumprindo o plano definido”.
O SMM, operado pela empresa Metro Mondego, consiste na implementação de um autocarro eléctrico, em via dedicada, a operar entre Serpins (Lousã), Miranda do Corvo e Coimbra, numa extensão de 42 quilómetros.
Começou a funcionar numa primeira fase, limitada a um percurso de cinco quilómetros na cidade de Coimbra, de forma gratuita, entre a Portagem e o Vale das Flores, num percurso de cerca de cinco quilómetros, que abrange 10 estações da cidade.