A União das Freguesias de Souselas e Botão, no concelho de Coimbra, refere que está empenhada na resolução da “grave infestação de moscas” que tem afectado a vida das pessoas, especialmente na zona de Botão.
“Estamos plenamente cientes dos graves transtornos que esta situação tem causado na vida diária de todos, desde as suas casas ao comércio local, passando pelo turismo e pela saúde pública. Gostaríamos de assegurar a todos que não vamos parar até que este problema esteja resolvido” – refere o presidente da Junta da União de Freguesias, Rui Soares.
“Após várias reclamações recebidas, agimos de imediato para identificar a origem do problema. Apurámos que a infestação está directamente relacionada com a utilização de estrume de aviário como fertilizante num terreno de grandes dimensões no Vale Soeiro, destinado à plantação de uma vinha” – esclarece o autarca.
“Entrámos em contacto com o proprietário do terreno para o sensibilizar para o impacto negativo da sua actividade na comunidade. Embora a lei permita o uso deste tipo de fertilizante, o seu impacto na qualidade de vida dos moradores e na economia local é inaceitável. Por essa razão, informamos que a UFSB já solicitou a intervenção das autoridades competentes, incluindo o Município e a Direcção-Geral de Agricultura, para que, em conjunto, se possa encontrar uma solução definitiva” – adianta Rui Soares.
“O nosso objectivo é claro e a nossa posição é firme: defender o bem-estar da nossa população, a saúde pública e a sustentabilidade dos nossos negócios. Não hesitaremos em tomar todas as medidas legais necessárias para proteger os interesses da nossa comunidade. A Freguesia quer investimento, mas não à custa da qualidade de vida dos seus habitantes. Iremos até às últimas instâncias para garantir que a lei é cumprida e que este problema é erradicado” – assegura o presidente da União de Freguesias.
“Continuaremos a monitorizar a situação, a trabalhar incansavelmente com todas as partes envolvidas, agradecemos a compreensão e colaboração de todos e prometemos continuar a informar sobre os próximos passos”, conclui Rui Soares.