O Colégio das Artes, edifício classificado como Monumento Nacional e integrado na área da Universidade de Coimbra inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO, vai entrar em obras de reabilitação já em 2026. A intervenção, centrada na Ala Norte, representa um investimento de 3,7 milhões de euros, acrescido de IVA.
Actualmente ocupado sobretudo pelo Departamento de Arquitectura da Universidade de Coimbra (Darq), o colégio acolhe também a unidade orgânica do Colégio das Artes, que integra uma galeria de exposições na Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, e ainda algumas dependências dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC). O edifício apresenta sinais visíveis de degradação, sobretudo na cobertura e fachada da Ala Norte, onde os problemas estruturais se têm agravado.
De acordo com a autarquia, a intervenção prevista inclui a recuperação da cobertura, fachadas exteriores e interiores do claustro, e dos espaços directamente associados, com o objectivo de devolver ao edifício condições de salubridade, segurança e funcionalidade. Durante o período de obras, que se estima arrancarem no primeiro trimestre de 2026, a universidade garante soluções alternativas para as actividades lectivas que não possam decorrer no espaço.
O projecto original do Colégio das Artes remonta ao século XVI e foi assinado pelo arquitecto real Afonso Álvares, também responsável pelo Colégio de Jesus, em 1547. Agora, a equipa de coordenação arquitectónica, liderada por Paulo Providência e Alexandre Dias, pretende garantir que este património histórico mantém a sua vitalidade no século XXI.