A Associação Empresarial da Serra da Lousã (AESL) defendeu na segunda-feira a adopção de medidas imediatas para recuperar o território devastado pelos incêndios e revitalizar o tecido económico local, apelando à mobilização urgente de fundos nacionais e europeus.
Em comunicado, a AESL sublinhou que devem ser “canalizados para a região fundos do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e do Portugal 2030, de forma urgente e criteriosa”, de modo a apoiar “não só a recuperação ambiental da serra, mas também a revitalização do tecido empresarial”.
A associação recorda que “muitos negócios dependem da atractividade do território e, sem medidas rápidas e eficazes, correm o risco de não resistir”.
A Serra da Lousã foi nos últimos dias palco de “uma das maiores catástrofes da sua história recente”, com o fogo a destruir uma parte significativa do património natural e a afectar directamente a imagem turística da região, “base de muitos negócios locais que dependem da serra”, refere a nota.
A AESL defende ainda que o Estado deve “ir de imediato ao terreno para ouvir as populações, os empresários e as entidades locais, garantindo que a estratégia de reconstrução seja orientada por quem conhece a realidade do território”.
Disponibilizando-se para “integrar grupos de trabalho e participar activamente em todas as reuniões sobre este tema”, a associação assegura que continuará a defender “uma reconstrução com sentido, visão de futuro e sustentada na experiência de quem vive e trabalha diariamente neste território”.