O preço médio de venda de imóveis em Portugal atingiu os 420.000 euros em Julho, um acréscimo de 3% face ao mês anterior e de 15% em comparação com Julho de 2024. No arrendamento, o valor médio mensal subiu para os 1.350 euros, mais 4% do que em Junho, mantendo-se estável face ao mesmo período do ano passado.
Lisboa continua a ser o distrito mais caro para comprar casa, com um valor médio de 635.000 euros, um aumento de 18% face ao ano passado, embora estável face a Junho. Faro (550.000 euros) e a Ilha da Madeira (575.000 euros) seguem-se na tabela, reflectindo subidas homólogas de 22% e 20%, respectivamente.
Setúbal (445.000 euros) e Évora (275.000 euros) também se destacam, com Évora a registar uma valorização anual de 25%. Beja protagoniza uma das maiores subidas do país: +37% face a Julho de 2024, fixando o preço médio nos 195.000 euros.
No Norte, o Porto aproxima-se dos 400.000 euros, com aumentos tanto mensais (+1%) como anuais (+10%). Braga mantém-se nos 338.000 euros, enquanto Viseu surpreende com uma subida de 13% no último mês, atingindo os 215.000 euros, mais 23% do que há um ano. No Centro, Coimbra destaca-se com um crescimento anual de 32%, atingindo os 275.000 euros, igualando Évora em valor absoluto.
Já Bragança e a Guarda continuam entre os distritos mais acessíveis, com preços médios de 120.000 e 110.000 euros, respectivamente, embora a Guarda tenha registado um aumento mensal de 10%.
No mercado de arrendamento, o valor médio nacional subiu para os 1.350 euros, reflectindo uma subida de 4% face a Junho, mas mantendo-se igual ao valor de Julho de 2024. Apesar da estabilização a nível nacional, as diferenças regionais continuam acentuadas.
Lisboa mantém-se como o distrito mais caro para arrendar, com uma renda média de 1.700 euros, mais 3% do que em Junho, embora 6% abaixo do valor registado há um ano. A Ilha da Madeira surge logo a seguir (1.675 euros), apesar de uma ligeira descida mensal de 4%. Faro (1.400 euros) e o Porto (1.200 euros) continuam entre os distritos com rendas mais elevadas.
Destaque para a Ilha de São Miguel, que registou a maior subida mensal de todo o país: +33%, fixando-se nos 1.400 euros, o que representa uma valorização homóloga de 65%. Já a Ilha Terceira caiu 18% face a Junho, para os 700 euros, embora ainda 4% acima de Julho de 2024.
No Sul, Évora regressou à tendência de crescimento, subindo 11% para os 1.000 euros. Portalegre, embora continue a ser o distrito mais acessível da região (500 euros), também registou uma subida de 11%. Em sentido contrário, Beja desceu 14%, fixando-se nos 600 euros.
No Norte, o Porto destacou-se com um crescimento mensal de 9%, chegando aos 1.200 euros. Bragança registou a maior subida da região (+12%), atingindo os 590 euros, enquanto a Guarda desceu 5% para os 500 euros, apesar de uma valorização anual de 27%.