A Feira Medieval de Coimbra vai realizar-se entre os dias 18 e 20 de Julho, este ano num perímetro alargado e com a presença de cerca de 40 mercadores e artífices.
“O programa vai decorrer com o seu coração, como é habitual, no Largo da Sé Velha, mas depois estende-se por uma abrangência territorial que este ano é mais alargada”, afirmou a directora do Departamento de Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Coimbra, Maria Carlos Pêgo.
Na apresentação da iniciativa, a responsável informou que, além do Quebra-Costas, do Pátio e Largo do Castilho e da Rua Borges Carneiro, o evento estará também na Torre e no Arco de Almedina, na Rua Ferreira Borges e no Museu Nacional Machado de Castro, mantendo os três dias da última edição, que resultaram “muito bem”.
Concertos, torneios, oficinas, cortejos, bem como recriação histórica e componente cénica pela cooperativa Almanach, são algumas das propostas da “Feira Medieval mais antiga” de Portugal, que tem como tema “O Reinado do Casal Quase Perfeito: Dom Dinis e Santa Isabel”.
A programação arranca no dia 18, uma sexta-feira, com o destaque da noite para a ceia medieval, nos claustros da Sé Velha.
O jantar, com entradas já esgotadas, terá uma ementa a cargo dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra (SASUC) e momentos de animação, protagonizados pela cooperativa Almanach.
“Um maior envolvimento de alguns estabelecimentos comerciais” é outra marca da edição de 2025, com destaque para a Gelataria Così e os restaurantes Fangas Maior e Piano Negro.
Os três estabelecimentos vão “apresentar criação de propostas gastronómicas e culturais alinhadas com a temática medieval”, acrescentou Maria Carlos Pêgo.
Ao todo, oito associações do concelho, que garantem a dinamização das tabernas, e 40 mercadores e artífices vão transformar as ruas “num autêntico mercado medieval”.
Outra novidade da 30.º edição é a parceria institucional com o Museu Nacional Machado de Castro, que recebe diferentes atividades, como um concerto medieval e oficinas.
O museu, classificado como Património Mundial da Humanidade, também criou uma programação exclusiva para a feira, concebida a partir das suas coleções, revelou a coordenadora de comunicação, Marisa Martins.
“Uma visita jogo que explora as colecções de esculturas de pedra do período medieval e do tesouro da Rainha Santa” e uma “oficina multimédia, onde os participantes, com o telemóvel, criam um pequeno filme de animação”, são as propostas daquele equipamento cultural.
Segundo o vice-presidente da Câmara de Coimbra, Francisco Veiga, “em dois anos, o Município mais do que duplicou o investimento” na iniciativa. A edição deste ano conta com 46 mil euros de investimento (em 2023, a autarquia despendeu 22 mil euros e 35 mil em 2024).
O evento, com programação gratuita, tem como parceiros a Diocese de Coimbra, a Associação para a Promoção da Baixa de Coimbra, a Universidade de Coimbra, o Museu Nacional Machado de Castro, a Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra e a União de Freguesias de Coimbra.