A Câmara Municipal vai atribuir um subsídio aos Bombeiros Voluntários de Cantanhede para apoiar a constituição das Equipas de Combate a Incêndios (ECIN) e das Equipas Logísticas de Apoio ao Combate (ELAC), no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2025.
Este apoio financeiro, no valor de 20 mil euros, tem como objectivo comparticipar as despesas associadas ao dispositivo de resposta permanente, durante o período crítico que decorre de 15 de Maio a 31 de Outubro, para custos que não sejam elegíveis no âmbito do Dispositivo Integrado de Operações de Proteção e Socorro, do DECIR ou de outros dispositivos especiais criados pela Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC).
Na prática, este subsídio permitirá valorizar a missão dos bombeiros integrados no dispositivo, aumentando a remuneração horária de 3,18 euros, atribuída pela ANEPC, para um total de 5 euros por hora.
O subsídio, aprovado por unanimidade pelo Executivo Municipal e a ser entregue em duas tranches, insere-se na necessidade de a corporação manter equipas em regime de prevenção e alerta permanente, essenciais como primeira força de intervenção e complementares às Equipas de Intervenção Permanente.
“A actuação dos Bombeiros Voluntários de Cantanhede depende, em grande medida, da qualidade dos meios e recursos disponíveis para cumprir as suas cruciais missões de proteção e socorro. É, portanto, fundamental apoiar a constituição destas equipas de reforço”, sublinha a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio.
Para além deste subsídio, a autarquia assegura o pagamento de 50% dos custos com a remuneração dos 15 elementos que integram as três Equipas de Intervenção Permanente do concelho, criou o Regulamento de Concessão de Benefícios Sociais e Incentivos ao Voluntariado nos Bombeiros Voluntários do Concelho de Cantanhede, e atribui ainda subsídios pontuais para a aquisição de veículos e equipamentos de proteção individual.