Ontem, dia 12 de Junho, realizou-se a cerimónia de tomada de posse dos novos corpos sociais da Associação Académica de Coimbra – Organismo Autónomo de Futebol (AAC/OAF). Cerca de 200 associados marcaram presença na sala de conferências do Estádio Cidade de Coimbra, onde foram empossados os órgãos eleitos no passado dia 1 de Junho.
A cerimónia oficializou a entrada em funções de Nuno Teodósio Oliveira como presidente da Mesa da Assembleia Geral e de Daniel Taborda como presidente do Conselho Fiscal. Foram igualmente empossados os novos membros do Conselho Académico, representando as três listas que disputaram o sufrágio.
Joaquim Reis: “Uma nova era para a Académica”
Já empossado como presidente da Direcção, Joaquim Reis dirigiu-se aos sócios com um discurso marcado pelo apelo à união e pelo compromisso com um novo ciclo para a instituição centenária.
“Encontramo-nos aqui, hoje, para dar início a uma nova era na História da Académica. Uma nova era que desejo seja marcada por aquele que considero, desde o primeiro dia, o pilar para a recuperação da grandeza da nossa Instituição: uma verdadeira capacidade e disponibilidade de congregar, convergir e unir a Académica”, afirmou.
O dirigente frisou a importância da participação de todos no futuro da Briosa, sublinhando que o projecto que apresentou a sufrágio é simultaneamente inovador e enraizado nos valores históricos da instituição e em sintonia com a “Casa Mãe”.
Criação de um Conselho Consultivo
Uma das medidas anunciadas por Joaquim Reis foi a criação do Conselho Consultivo da AAC/OAF — um órgão previsto nos estatutos da SDUQ, mas nunca antes implementado. Este Conselho será composto por sócios da Académica com percursos de referência em várias áreas da sociedade: Américo Duarte (Efapel), Pedro Teixeira (Fapricela), Joselito Lucas (Lugrade), Francisco Batista e Tiago Dantas Vaz Pais; José Barreto e André Oliveira e Alexandre Mota Pinto.
O objectivo será apoiar a nova Direcção no aconselhamento estratégico e na preparação do modelo de Sociedade Anónima Desportiva a apresentar futuramente aos associados.
Continuidade técnica no futebol profissional
Joaquim Reis confirmou ainda que António Barbosa se manterá como treinador da equipa principal, e David Caiado continuará como director desportivo. Uma aposta na estabilidade e na valorização do conhecimento interno, que contrasta com a elevada rotação técnica dos últimos anos.
“Desde 2016/17, a Académica teve 17 treinadores — uma média de dois por época. Temos de dar estabilidade aos nossos profissionais. Sem estabilidade, não há projectos que vençam”, lembrou.
A escolha de António Barbosa prende-se com o seu perfil académico e universitário, bem como com a experiência e sensibilidade para o desenvolvimento da formação. Já David Caiado manterá a missão de estruturar o projecto desportivo de forma integrada, com o apoio e confiança renovados da Direcção.
No encerramento da sessão, o presidente lançou um apelo directo à massa associativa: “A Académica não se resume ao que foi — é, sobretudo, o que escolhemos que venha a ser. Não perguntem o que a Académica pode fazer por nós. Perguntem antes o que podemos nós fazer pela Académica”.