A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai apoiar financeiramente, com um montante superior a 96 mil euros, os grupos culturais do concelho, reforçando a sua aposta na preservação e promoção da cultura local. A proposta foi aprovada na reunião do executivo camarário do passado dia 15 de Maio.
Este subsídio anual, no valor total de 96.350 euros, será atribuído mediante a assinatura de protocolos com os grupos culturais, destinando-se à comparticipação nas despesas de funcionamento e ao desenvolvimento das suas actividades. O pagamento será feito em duas tranches, a primeira das quais, no valor de 48.175 euros, será transferida já este mês de Maio, seguindo-se a segunda em Setembro.
Actualmente, o município apoia 37 grupos culturais, entre bandas filarmónicas, corais, tunas, ranchos folclóricos, grupos de cantares, concertinas, e formações de música popular e tradicional. Estas colectividades reúnem cerca de mil executantes, de todas as idades, sendo consideradas agentes essenciais na preservação da identidade e das tradições do concelho.
Para o presidente da autarquia, José Francisco Rolo, este apoio é “um estímulo e um reconhecimento à acção cultural de cariz musical que se desenvolve no concelho e uma demonstração da sua importância no desenvolvimento e na promoção cultural”. Sublinhou ainda que a Câmara Municipal “assume, desde sempre, esta política de apoio, para que não desistam de uma actividade que em muito enriquece o concelho e contribui para divulgar o nome e a cultura popular de Oliveira do Hospital”.
A vereadora da Cultura, Graça Brito, reforçou a relevância destes grupos como guardiões das memórias colectivas: “a preservação da identidade de um povo muito se deve aos grupos culturais, que com as suas actividades, recreações, concertos, publicações, entre outros, fazem com que sejam preservadas as memórias dos nossos”.
A autarca destacou ainda que “o investimento na Cultura não é apenas financeiro, mas também logístico e organizativo”, com a Câmara a apoiar a promoção e realização de eventos culturais ao longo do ano.
Graça Brito sublinhou também a necessidade de “mais jovens participarem no associativismo cultural e nas escolas de formação, para que sejam o alimento dos actuais grupos e para a formação dos mais novos”. Reafirmando a valorização contínua destas entidades, concluiu: “somos um concelho com uma grande capacidade de trabalho e com vontade e orgulho de fazer mais e melhor. O associativismo cultural actual é rico e promove a riqueza, a história e a identidade do nosso povo e do nosso concelho”.