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Abril deste ano foi o segundo mais quente do mundo

8 de Maio 2025 Jornal Campeão: Abril deste ano foi o segundo mais quente do mundo

O mês passado foi o segundo Abril mais quente já registado no mundo, com uma temperatura média global de 14,96 graus Celsius (ºC), ou seja, 0,60ºC acima da média deste mês entre 1991-2020. A informação é avançada pelo Serviço de Alterações Climáticas Copernicus, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo.

De acordo com os dados, “Abril de 2025 foi 0,07°C mais frio do que o recorde de abril de 2024 e 0,07°C mais quente do que o terceiro mais quente em 2016”. Na Europa, a temperatura média foi de 9,38ºC, sendo considerado o “sexto Abril mais quente” desse território.

As temperaturas mais altas foram, segundo o Copernicus, registadas no leste da Europa, oeste da Rússia, Cazaquistão e Noruega, enquanto que “as mais frias do que a média ocorreram na Turquia, partes orientais da Bulgária e Roménia, Península da Crimeia e norte da Fino-Escandinávia”.

Por outro lado, fora do território europeu, as temperaturas superiores à media verificaram-se “no Extremo Oriente russo e em grande parte do Centro-Oeste da Ásia, assim como na maior parte da América do Norte, parte da Austrália e em quase toda a Península Antártica”. Do lado oposto, as temperaturas inferiores à média, foram sentidas no sul da América do Sul, no leste do Canadá, na região dos Grandes Lagos e na Baía de Hudson, no nordeste da Gronelândia e em Svalbard, no norte da Austrália e no leste da Antártida.

“A temperatura média da superfície do mar (TSM) para Abril de 2025 (…) foi de 20,89°C, o segundo valor mais elevado registado para este mês, 0,15°C abaixo do recorde de Abril de 2024”, revela ainda o serviço.

 

Quente… mas chuvoso

Apesar de, na Europa, o mês passado ter sido quente, a chuva não deu tréguas. Abril foi mais chuvoso do que a média “na maior parte do sul da Europa, norte da Noruega, sul da Finlândia e partes do oeste da Rússia”, avança o Copernicus, recordando que as chuvas fortes na região dos Alpes causaram “inundações, deslizamentos de terras e avalanches”.

Em contrapartida, “grande parte da Europa Central, a Grã-Bretanha, o sul da Fino-Escandinávia e parte da Europa de Leste” registaram condições mais secas do que a média. A estas regiões juntam-se ainda “grande parte do oeste da América do Norte, na Ásia central e oriental, bem como a maior parte do sul da Austrália, Madagáscar e partes da América do Sul”.

Já no que diz respeito às condições climatéricas mais húmidas, estas foram verificadas “em partes do Canadá e do Alasca, no Centro-Oeste dos Estados Unidos, em partes do extremo leste e centro da Rússia, no sul de África, no norte da Austrália e no centro da América do Sul”, sublinha o Copernicus.

Recorde-se que o Copernicus é o Programa de Observação da Terra da União Europeia, que analisa o planeta em benefício de todos os cidadãos europeus.