A comissão permanente do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais; Florindo Marques (arquitectos), Hernâni Caniço (médicos), Lúcia Santos (presidente, farmacêuticos), Valter Amorim (enfermeiros), Pedro Loureiro (advogados)
“A Inteligência Artificial e as Profissões” é o tema das jornadas que irão decorrer durante todo o dia da próxima sexta-feira, dia 9, na sala D. Afonso Henriques do Convento S. Francisco, em Coimbra, numa iniciativa do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais.
“Este debate é essencial para assegurar que a tecnologia é utilizada de forma responsável e alinhada com os princípios éticos que orientam o exercício profissional”, refere Lúcia Santos, presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Farmacêuticos e do Fórum Regional do Centro.
Na apresentação da iniciativa, Lúcia Santos justificou que o tema da Inteligência Artificial (IA) é “transversal às diversas profissões” e considerou “fundamental o debate para se compreender como a IA pode transformar o exercício profissional, garantindo que a sua aplicação respeita o interesse público e promova uma sociedade mais inclusiva, mais equitativa e mais segura”.
As Jornadas, de inscrição obrigatória, mas de participação gratuita, têm uma primeira conferência, pelas 9h30, com o físico Carlos Fiolhais a abordar os “Desafios para a Ciência e Tecnologia no Mundo Global”. O primeiro painel parte da interrogação “A IA é uma bênção ou uma maldição?”, com a participação de Pedro Vieira Alberto (director do Laboratório de Computação Avanlada da UC) e de João Maria André (Professor universitário).
“A Saúde é mais importante que a Beleza. IA e inteligência Humana: coexistência ou conflito?” – tema a merecer uma reflexão por Tiago Taveira Gomes (médico e investigador), Maurício Alves (enfermeiro) e Nuno Lages (farmacêutico.
Da parte da tarde, a partir das 14h30, haverá o painel “Arte e Algoritmo. A morte do artista?, com a participação do fotógrafo Nuno Lopes e do músico José Cid, seguindo-se o último painel sobre “Juiz Robô, Algoritmo Milionário e Professor Virtual: um Futuro sem Humanos?”, Rui Assis (CEO da Assis Business Partners) e Catarina Sarmento e Castro (ex-ministra da Justiça). A conferência final será com Adalberto Campos Fernandes (ex-ministro da Saúde), sobre “Impacto, desafios e questões éticas da IA”.
Conforme referiu Lúcia Santos ao dar a conhecer as Jornadas, “todas as profissões têm o dever de contribuir, com o seu conhecimento especializado, não só para o compromisso ético dos seus profissionais, mas também para alavancar discussões sobre questões prementes de políticas públicas e justiça social, sendo um garante de que a discussão é pautada por um compromisso com o interesse colectivo e com o desenvolvimento de uma sociedade que seja mais justa e mais equilibrada”.
Pedro Loureiro, advogado, membro da Comissão Permanente do Fórum Regional do Centro das Ordens Profissionais (FoRCOP), referiu que na área do Direito a Inteligência Artificial veio trazer “um método de trabalho completamente diferente, enquanto o arquitecto Florindo Marques sustentou que “já não se discute a pertinência da IA”, mas “as questões éticas e de autoria”.
Para o enfermeiro Valter Amorim, a IA na Saúde “é facilitadora de processos e procedimentos”, contudo “não substitui o cuidar da pessoa”. Por último, o médico Hernâni Caniço, vice-presidente do FoRCOP, historiou a trajectória das ordens profissionais e deste Fórum regional, que foi criado há 23 anos e envolve actualmente 13 entidades.