A Figueira da Foz celebrou o Dia Mundial do Teatro com uma homenagem ao actor figueirense Santos Manuel. Na tarde da passada quinta-feira, pelas 18h00, junto à entrada do Centro de Artes e Espectáculos, decorreu a cerimónia de inauguração do topónimo “Praceta Actor Santos Manuel”.
Santos Manuel nasceu na Figueira da Foz e viveu na cidade até aos 18 anos. A sua ligação ao teatro iniciou-se em 1958, no teatro amador, através da Companhia do Teatro Popular de Almada. Em 1962, estreou-se profissionalmente na Casa da Comédia, companhia que ajudou a fundar e onde permaneceu até 1965, ano em que se juntou a Carlos Avilez e João Vasco para criar o TEC – Teatro Experimental de Cascais.
Ao longo de uma vasta carreira, Santos Manuel colaborou com companhias de renome como A Barraca, o Teatro Nacional D. Maria II e a Companhia Teatral do Chiado. Representou Portugal em diversas digressões internacionais, tanto com o Teatro Experimental de Cascais como com A Barraca. No cinema, participou em filmes como Cerromaior (1981), de Luís Filipe Rocha, e O Banqueiro Anarquista (1981), de Eduardo Geada. Na televisão, destacou-se em produções como Zé Gato (1979) e O Mandarim (1990). No teatro, alcançou grande reconhecimento, recebendo vários prémios de interpretação. Em 1968, o seu desempenho na peça D. Quixote valeu-lhe quatro distinções, incluindo o Prémio Nacional para Melhor Interpretação Masculina e o Prémio Melhor Actor do XI Ciclo de Teatro Latino de Barcelona, tornando-se o primeiro actor português a receber tal distinção internacional.
Em reconhecimento pelo seu contributo para a cultura e as artes, a Câmara Municipal da Figueira da Foz atribuiu-lhe, por unanimidade, a Medalha de Mérito Cultural em Prata Dourada, na reunião de câmara de 19 de Outubro de 2010.
Com a atribuição do nome de Santos Manuel a esta praceta, o Município perpetua a memória de um dos grandes nomes do teatro português e da cultura figueirense.