A Câmara apelou aos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) para suspenderem a greve marcada para começar na próxima segunda-feira e prosseguir na terça-feira.
“A Câmara Municipal de Coimbra enviou uma comunicação ao STAL – Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional com o historial de todo o processo e com as provas das iniciativas desenvolvidas, que respondem às dúvidas colocadas por esta estrutura”, refere a autarquia.
Nesse sentido, a Câmara “vem reiterar, publicamente, o apelo dirigido ao STAL, estendendo-o aos trabalhadores dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC), para suspenderem a greve marcada para o mês de fevereiro, mantendo o diálogo e o acompanhamento activo e participativo de todo o processo e da sua evolução”.
Recorde-se que o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local convocou 44 dias de greve para os Transportes Urbanos de Coimbra, começando já com dois dias na próxima segunda e terça-feira e aumentando progressivamente ao longo dos meses até Setembro, mês das autárquicas.
O STAL afirma que os 44 dias de greve marcados foram decididos tendo em conta “as promessas não cumpridas por parte do presidente da Câmara de Coimbra”.
Em causa está, sobretudo, a valorização das carreiras dos trabalhadores (os motoristas e mecânicos dos SMTUC são considerados assistentes operacionais), disse o STAL.
Na segunda-feira, pelas 15h00, os trabalhadores irão em desfile até à Câmara de Coimbra, onde entregarão uma cópia de um abaixo-assinado pela valorização da carreira e, na terça-feira, irão até Lisboa entregar o mesmo documento na residência oficial do primeiro-ministro.
Apesar de reconhecer que a reposição da carreira só pode ser cumprida pelo Governo, a dirigente do STAL Luísa Silva afirmou que não tem “qualquer prova concreta” de que José Manuel Silva, eleito pela coligação Juntos Somos Coimbra, tenha feito “algum contacto com o Governo” para resolver a situação.
Segundo a dirigente sindical, o STAL já pediu que fosse aplicado o suplemento de insalubridade, mas que ficou sem resposta, e pediu acesso à proposta que a Câmara de Coimbra fez ao actual Governo para a valorização das carreiras dos trabalhadores, mas não a recebeu.
Questionada sobre o porquê de tantos dias de greves marcados ao contrário do que aconteceu com o anterior executivo liderado pelo PS, Luísa Silva justificou que, “com o acumular do tempo os trabalhadores vão ficando saturados”, vincando que a luta seria a mesma com este ou outro autarca.