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Maria de Lurdes Craveiro defende investimento na cultura sem esperar resultados imediatos

22 de Outubro 2024 Jornal Campeão: Maria de Lurdes Craveiro defende investimento na cultura sem esperar resultados imediatos

A secretária de Estado da Cultura, Maria de Lurdes Craveiro, defendeu ontem em Condeixa-a-Nova o investimento público no desenvolvimento cultural, alertando para o facto de os resultados nesta área exigirem tempo.

“Estes investimentos não terão uma projecção imediata”, uma vez que “assim é com a cultura e o conhecimento”, afirmou a governante durante a sua intervenção na sessão “Redes culturais e transição digital nas bibliotecas públicas da Região de Coimbra no âmbito do PRR”, realizada na Biblioteca Municipal Jorge Bento.

Na ocasião, foi assinado um protocolo de adesão à BiblioLED – Biblioteca Pública, entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, presidida por Emílio Torrão, e a Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), representada pelo subdirector-geral, Bruno Eiras.

Com financiamento europeu no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi anunciada a aquisição de 160 computadores para a Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Coimbra, num investimento de cerca de 240 mil euros que beneficiará as bibliotecas públicas dos 19 concelhos da região.

Através do PRR, é possível “dar resposta a problemas herdados do passado”, destacou Maria de Lurdes Craveiro no encerramento da cerimónia, sublinhando que as bibliotecas não são apenas locais de leitura, mas também “centros de aprendizagem”.

A secretária de Estado enfatizou que o investimento na transição digital “melhorará o trabalho dos profissionais”, contribuindo para “um futuro mais promissor” da cultura em Portugal, com “uma cidadania mais informada e inclusiva”.

“Os resultados estarão ligados às grandes expectativas de construção de riqueza intelectual, pensamento crítico, tolerância e paz”, domínios em que as bibliotecas “têm um papel crucial”, frisou ao concluir o seu discurso.

Por sua vez, Emílio Torrão lembrou que as bibliotecas do século XXI “enfrentam o desafio de se adaptar e reinventar”.

“Estamos a contribuir para a inclusão e acessibilidade, abrindo as portas para um acesso mais democrático e abrangente ao conhecimento”, enfatizou.

A partir de agora, segundo o presidente da CIM da Região de Coimbra, “quebram-se barreiras geográficas e temporais entre bibliotecas, permitindo que qualquer pessoa, a qualquer hora e em qualquer lugar, tenha acesso a um vasto universo de informações”.

O secretário executivo da CIM, Jorge Brito, apresentou a Rede Intermunicipal de Bibliotecas da Região de Coimbra, criada em 2017 em parceria com a DGLAB, explicando que um dos objectivos é “estabelecer uma política de gestão da colecção com vista à rentabilização, optimização e empréstimo dos fundos documentais”.

Através do projecto, os 19 municípios envolvidos pretendem ainda “disponibilizar, em portal colectivo, os catálogos das bibliotecas que integram a rede, facilitando o acesso dos utilizadores à informação que procuram e promovendo o empréstimo interbibliotecas”.