Até 8 de Setembro, dia do Município, o concelho de Montemor-o-Velho celebra o seu dinamismo com a Feira do Ano.
Ao princípio da noite de sábado, a Feira do Ano abriu portas e deu as boas-vindas aos munícipes e visitantes para mais uma edição que tem todos os ingredientes para ser um êxito.
A cerimónia de inauguração começou com um minuto de silêncio em homenagem aos militares da GNR vítimas do acidente no rio Douro. No momento, o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, expressou um “profundo pesar e consternação” pelo trágico acidente. Recordando que a importância da Unidade de Emergência de Protecção e Socorro, o edil montemorense deixou um “profundo elogio” a todos quantos dão de si pela segurança de todos.
Na sessão que decorreu no Centro Institucional, o presidente da Assembleia Municipal, Fernando Ramos, elogiou o contributo do convidado da edição deste ano da Feira do Ano, o presidente do Conselho Directivo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, Fernando de Almeida.
De igual modo, Emílio Torrão, destacou que “esta é uma homenagem a uma pessoa que está no lugar por mérito, competência, discrição e eficácia na gestão de um instituto que é tão importante na vida das pessoas”.
Ao lembrar a evolução das festas concelhias, o presidente da Câmara reiterou: “Começámos timidamente a afirmar este grande evento e hoje conquistamos a frente ribeirinha. São 80 mil m2 de Feira em que metade é área expositiva que faz a afirmação do tecido associativo e empresarial concelhio”.
“Agradeço a dedicação do vereador José Veríssimo, coordenador da comissão organizadora, do Executivo que lidero, dos dirigentes e dos trabalhadores do Município na preparação da Feira. Estou muito orgulhoso daquilo que nós construímos”, frisou Emílio Torrão.
No momento, o presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge agradeceu a honra de abrir o certame e referiu: “Ninguém trabalha sozinho e esta é uma distinção que vou transmitir aos maravilhosos colaboradores” do Instituto.
Com palavras de reconhecimento ao trabalho das autarquias durante a pandemia, Fernando Almeida lembrou que os Municípios têm um conjunto de atribuições que “são um factor de valorização”, nomeadamente na área da saúde, tendo também destacado “o esforço louvável que fazem e muitas vezes não é recompensado”.
Para Fernando de Almeida, a Feira do Ano é um centro de convívio, e também de modernidade, de conhecimento e de negócios”. Ao falar dos desafios futuros, por exemplo na agricultura, pecuária ou alimentação, reforçou: “Temos que estar preparados e é necessário precaver, prevenir e adaptarmo-nos”.
No final, realizou-se a tradicional visita aos espaços das Freguesias e Uniões de Freguesias, no Centro Institucional, e a visita ao recinto.
O programa de animação do primeiro dia de festa contou com as atuações do Grupo de Fados Cesário Rama, Pedro Abrunhosa e Comité Caviar e com os dj´s Bad Monkeyz e Old Guy.
Animação
O programa de espectáculos no palco principal da Feira do Ano, com entrada livre, é o seguinte:
Maninho (dia 1, domingo), Romana (dia 2, segunda), Dillaz (dia 3, terça), D.A.M.A (dia 4, quarta), Van Zee (dia 5, quinta), Nuno Ribeiro (dia 6, sexta), Mariza (dia 7, sábado) e GNR (dia 8, domingo).
A tarde do último dia da Feira do Ano é também dedicada à família e aos mais pequenos. O espetáculo da Miss Cindy promete um momento bem animado, com muita música e alegria.
Pelo palco 2 da Feira do Ano vão também passar o Folclore em Festa (dia 1, domingo), Luís Travassos e Convidados (dia 2, segunda), As Vozes do Século, as Músicas que fizeram Portugal (dia 3, terça), Baluarte e Convidados (dia 4, quarta), Sax&Companhia (dia 5, quinta), Adelaide Sofia, Sílvio Girão Fado e Mickael Salgado (dia 6, sexta), Bandas em Festa (dia 7, sábado) e Bakas Band (dia 8, domingo).
Feita do Ano, da Roupa Velha e das Cebolas
As tradicionais feiras do ano, da roupa velha e das cebolas crescem em duração e acontecem de 4 e 8 de Setembro.
A Feira do Ano, da Roupa Velha e das Cebolas caracteriza, desde sempre, as Festas do concelho. Elas são a nota mais viva, o índice mais seguro do quotidiano de um povo. De existência bem recuada no tempo e de extrema importância para a vida do concelho, a Feira Anual teve a sua origem, provavelmente, na festa que se realizava no Hospital de Nossa Senhora de Campos e que envolvia toda a população da Vila. Foi o Infante D. Pedro, seu senhor, que solicitou a licença para a criação da feira franca em Montemor. Aparece como feira franca numa provisão régia de 5 de Julho de 1453, sendo a sua origem muito anterior a este tempo.
Nesta feira podemos encontrar os mais variados produtos, desde cereais, legumes e outros alimentos, até roupa, artigos para o lar, móveis e ferramentas agrícolas.
A Feira das Cebolas já tem um estatuto próprio na região. A Montemor-o-Velho acorre gente de todo o país para comprar e vender várias toneladas de cebolas.
Paralelamente, decorre ainda a Feira da Roupa Velha, ou dos farrapos, onde são vendidas roupas em segunda mão, não só pela população local, mas também por pessoas de toda a região.
Feira do Cavalo
A Feira do Cavalo já faz parte da tradição da Feira do Ano. Organizada pelo Centro Equestre de Montemor-o-Velho, a Feira do Cavalo integra diversos espectáculos equestres, Poule Eurico Cristino (Dressage), mostra de cavalos, desfile de trajes de equitação e demonstração de modalidades equestres (em parceria com “Do Mondego ao Cértima”), gincana equestre infantojuvenil, cavalhadas e a Taça Inês de Castro, que é uma competição de saltos nacional (CSN-C).
Corrida de Toiros
No dia 7 de Setembro, pelas 17h00, a tourada volta a ser um dos atractivos da Feira do Ano, bem ao gosto de aficionados pelo gado equino e pelos toiros. Cavaleiros: Rui Salvador, Soraia Costa, Joaquim Brito Paes. Forcados amadores de Alter do Chão e de Coimbra. Ganadarias: Santos Silva e António Valente
Tasquinhas
Os sabores do campo e do rio juntam-se na mesa das tasquinhas e das petisqueiras da Feira do Ano, numa viagem pela cultura gastronómica do concelho.
O genuíno arroz carolino do Baixo Mondego, os peixes do rio Mondego, as hortícolas e as carnes da Gândara são cabeças de cartaz num menu condimentado com sabores característicos e diferenciadores da região.
O tecido associativo e empresarial foi desafiado a dinamizar o espaço gastronómico e respondeu com garra e ementas de deixar água na boca. Nas cinco tasquinhas podemos encontrar os cheiros das cozinhas de antigamente, os pratos cozinhados com tempo e a sabedoria de quem cozinha com amor:
Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Meãs do Campo
Associação de Criadores da Raça Marinhoa
Casa do Povo de Arazede
Grupo Desportivo Os Águias
Restaurante Manjar da Quinta
Todas as tasquinhas servem jantares até a 8 de Setembro, servindo também almoços nos dias 1, 7 e 8.
Nos dias 2, 3, 4 e 5 de Setembro, entre as 12h e as 15h, a tenda das tasquinhas vai estar aberta para servir refeições, sendo o serviço de almoço assegurado pela Associação de Criadores da Raça Marinhoa e pelo Restaurante Manjar da Quinta.
No dia 6, o almoço é assegurado pela Associação de Criadores da Raça Marinhoa, Associação Cultural Desportiva e Recreativa de Meãs do Campo e pelo Restaurante Manjar da Quinta.
Mostra de Doçaria
Neste concelho com forte tradição doceira, o difícil vai ser escolher entre os tentadores pastéis de Tentúgal, as deliciosas queijadas de Pereira, as pinhas de Montemor caramelizadas ou o arroz doce, ainda quente, feito com arroz carolino do Baixo Mondego, entre tantas outras tentações.
A mostra da doçaria vai estar ainda mais doce e conta com mais participantes:
Arroz Doce | Centro Social e Paroquial de Meãs do Campo
Ginjinha de Óbidos | Marinho Pascoal
Pinhas de Montemor | Associação Fernão Mendes Pinto
Doçaria regional e conventual| Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Tentúgal
Queijada de Pereira | Grupo Folclórico da Vila de Pereira
Doçaria Conventual | Associação de Pasteleiros de Tentúgal | Pastelaria Moinho Novo
Doçaria regional e Arroz Doce | APPACDM – Unidade Funcional de Montemor-o-Velho
Fruta embalada pronta a comer | Valmarques
Streetfood
A comida de rua está em Montemor-o-Velho, na Feira do Ano, e promete deliciosos petiscos que nos levam numa viagem à volta do mundo.
Quatro 4 foodtrucks reforçam a oferta gastronómica da Feira do Ano:
As Irmãs Street Food (salgados e doçaria vegan)
Tripas de Aveiro (bolacha americana com vários recheios; tripas com vários recheios; Sacos e baldes de pipocas; Bubble waffles com vários recheios)
Bairreiras’s Spot (hambúrgueres artesanais; hambúrgueres vegan; Hambúrgueres em bolo do caco; pão com leitão; pão com chouriço; bifana
Bom Sucesso – Comida típica Cazaquistanesa (cheburek de vários tipos); salsichas alemãs; kebabs; hambúrgueres)
Petisqueiras
São 18 os bares e petisqueiras onde, por entre conversas, partilha e convívio, se vão poder provar os mais apetitosos petiscos e brindar à nossa Feira do Ano e a Montemor-o-Velho. As associações locais responderam a mais este desafio do Município e vão assegurar os bares/petisqueiras da Feira do Ano, garantindo as melhores e mais saborosas iguarias gastronómicas:
Bares:
Núcleo da Carapinheira do Sporting Clube de Portugal
Centro Cultural Social e Recreativo das Faíscas
Rotary Club de Montemor-o-Velho
Filarmónica 25 de Setembro
Santa Casa da Misericórdia de Montemor-o-Velho
Comissão de Festas de Nossa Senhora do Pranto 2026
Petisqueiras:
Azul Rolante – Clube de Automóveis Antigos de Montemor-o-Velho
Associação Filarmónica União Verridense
Clube Náutico Mondego
Casa do Benfica
Casa do Povo de Tentúgal
Grupo Cénico Amador da Portela
Associação para o Desenvolvimento Local de Formoselha (e do Baixo Mondego)
Grupo Recreativo Revelense
Clube Desportivo Carapinheirense
Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho
Associação dos Amigos da Freguesia do Seixo
Atlético Clube Montemorense