Coimbra  15 de Maio de 2026 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Vinhas da Fundação ADFP ameaçadas por população descontrolada de javalis

2 de Agosto 2024 Jornal Campeão: Vinhas da Fundação ADFP ameaçadas por população descontrolada de javalis

A praga de javalis na região Centro continua a causar prejuízos crescentes aos agricultores e empresas. Prova disso são as vinhas da Fundação ADFP, que foram novamente atacadas, resultando em destruição e prejuízos significativos. “Este é um ano exigente em termos sanitários, mas onde temos uma boa produção que, infelizmente, está a ficar comprometida pelos javalis. São constantes os ataques às nossas vinhas. Já em Fevereiro de 2024, alertámos as entidades locais através de um ofício do Conselho de Administração, assim como a Direcção Regional de Agricultura e o ICNF”, salientou Gonçalo Moura da Costa, enólogo da Fundação ADFP.

A Fundação ADFP tem investido na área florestal e agrícola, estando actualmente a desenvolver mais um projecto de plantação de 6 hectares de vinha no alto de Vila Seca. As vinhas da fundação situam-se nas Terras de Sicó, nos concelhos de Condeixa, Miranda do Corvo e Penela.

“Este ano, durante os trabalhos em curso, a fundação tem sido confrontada com uma população de javalis descontrolada, o que resultará num impacto negativo no futuro das vinhas, com as vindimas previstas para o final deste mês. Todo o tecido agrícola local, incluindo pequenos agricultores, sofre prejuízos importantes devido a esta situação”, assegura a Fundação. A viticultura em Sicó, especialmente nos concelhos de Condeixa, Miranda do Corvo e Penela, é particularmente afectada.

A Fundação ADFP solicitou, novamente, às entidades competentes locais, juntas de freguesia e câmaras municipais, bem como à Direcção Regional de Agricultura, CCRC e ICNF, para que sejam tomadas medidas concretas, exigindo uma actuação para controlar a população de javalis e minimizar os impactos negativos. “O Estado deve indemnizar os viticultores e apoiar a vedação das propriedades. O laxismo das entidades responsáveis pelo sector, incluindo autarquias e organismos do Estado ligados à agricultura, coordenação regional e ambiente, não pode continuar”, conclui a Fundação.