Na próxima quarta-feira (4 de Outubro) o movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) vai promover um debate público sobre a futura estação intermodal da cidade, por considerar que faltam momentos de participação da população sobre as opções para aquela zona do concelho.
Embora o debate aconteça apenas na próxima semana, pelas 21h00, no Lufapo HUB, no Loreto, o CpC apresentou, hoje (28), a temática para este debate e realçou estarem “preocupados em que o Plano de Pormenor da Nova Estação de Coimbra seja plenamente aproveitado como uma grande oportunidade para construir cidade do futuro”.
Jorge Gouveia Monteiro, coordenador do CpC, apela a que os cidadãos se mantenham a um “nível de exigência e atenção muito fortes sobre os órgãos de poder para se ir conhecendo o que se vai desenhando e as soluções que vão sendo implementadas” sobre este plano.
“Era importante que a Câmara de Coimbra tivesse uma nova atitude de abertura para que todas as pessoas fiquem a saber o que está a ser feito”, contestou.
Para o responsável, a organização do debate impõe-se face à falta de momentos e oportunidades para os cidadãos de Coimbra participarem e discutirem o futuro da estação intermodal. “O objectivo é ouvir a população. O que nos queremos é que os cidadãos usem a palavra”.
“Verdadeiramente, ainda não houve um debate em que os cidadãos se possam pronunciar, à altura da importância que este plano de pormenor tem para a cidade e para a sua ligação a norte. Houve uma apresentação sem direito a perguntas, em Janeiro, e depois, com muita insistência nossa, um debate em 24 de Maio, onde, durante cinco horas, oradores convidados usaram da sua palavra e houve depois 20 ou 30 minutos para as pessoas se pronunciarem”, realçou.
Na perspectiva de Jorge Gouveia Monteiro, “é essencial reconcentrar as atenções da cidade nesta enorme obra e neste empreendimento”, para que as propostas iniciais não se cimentem e não sejam dadas “como adquiridas más soluções”.
O debate vai contar com a participação da professora da Faculdade de Direito Alexandra Aragão e do professor do Departamento de Arquitectura Nuno Grande. Além disso, foram também convidadas a participar no debate instituições como a Metro Mondego, a Infraestruturas de Portugal e a Câmara de Coimbra.
Jorge Gouveia Monteiro considerou que é fundamental perceber quando e como irá funcionar a futura estação intermodal, sendo também necessário debater a criação de uma nova ponte rodoviária, cuja proposta o CpC critica.
“O Plano de Pormenor tem de ter como preocupação a redução do número de automóveis e a sua substituição por transportes colectivos de muita qualidade […]. Achamos que a feitura deste plano não deveria ser para servir o tráfego rodoviário actual como se fosse uma fatalidade, mas sim com uma perspectiva de futuro, prevendo uma fortíssima redução do tráfego”, vincou.