A nova campanha de recolha de alimentos, que se inicia neste fim-de-semana, conta com uma grande equipa de voluntários do Banco Alimentar Contra a Fome e tem como mote “Juntos, vamos alimentar a esperança”.
No que diz respeito ao distrito de Coimbra, a campanha desenrola-se em 85 supermercados, desde Oliveira do Hospital à Figueira da Foz, mas também na Pampilhosa da Serra e em Góis.
A campanha envolve a colaboração directa de mais de 2.000 voluntários, que estarão nas lojas, mas também a trabalhar no armazém ou a conduzir as quase 20 viaturas de transporte de alimentos, quase na sua totalidade cedidas gratuitamente por empresas.
De notar que, desde quinta-feira e até 14 de Maio, decorre igualmente a campanha de vales disponíveis nos supermercados, bem como a campanha pela Internet no site alimenteestaideia.pt, através da qual se podem fazer donativos ao Banco Alimentar.
O mote desta campanha, a nível nacional, é “Alimentar a Esperança”, com João Paulo Craveiro, responsável de Coimbra do Banco Alimentar Contra a Fome, a salientar que “a actividade se destina, exactamente, a não deixar morrer a esperança de tantos que sofrem de falta de capacidade para alimentar as respectivas famílias”.
O Banco Alimentar apoia directamente 119 instituições, das quais 69 com acordo, que permite um fornecimento regular de alimentos, sendo as restantes eventuais.
No ano de 2022 o Banco Alimentar Contra a Fome – Coimbra distribuiu 393 toneladas de alimentos, o que significa mais de 30 toneladas mensais.
João Paulo Craveiro lembra, ainda, a importante campanha “Papel por Alimentos”, através da qual o Banco Alimentar recolhe papel usado de instituições diversas, incluindo organismos públicos, empresas e escolas. “Esse papel é por nós transformado em alimentos a distribuir”, refere, acrescentando que “no ano de 2022 recolheram 158 toneladas de papel, que proporcionaram a aquisição de 25 toneladas de alimentos”.
Para participar na campanha deste fim-de-semana, nos supermercados, basta aceitar um saco do Banco Alimentar e colocar nele bens alimentares, de preferência não perecíveis (como leite, conservas, massa, arroz, azeite, açúcar ou farinha), entregando-o aos voluntários à saída. Os produtos são depois encaminhados para os armazéns do Banco Alimentar de cada região, onde são pesados, separados e acondicionados para serem entregues às entidades beneficiárias. A distribuição começa de imediato, garantindo que tudo chega à mesa de quem precisa.
No ano passado, os 21 Bancos Alimentares, em parceria com cerca de 2.600 instituições e entidades que actuam no terreno, ajudaram cerca de 400 mil pessoas com carências alimentares comprovadas, estimando-se que este ano há muitas mais que carecem de ajuda.