O Policiamento Comunitário é, hoje, em Lisboa, uma realidade que tem como base-força a Polícia Municipal da capital. Numa colaboração, entre essa autoridade autárquica em parceria com a Universidade de Salford em Manchester (Reino Unido), criou-se essa modalidade de presença activa em certos bairros problemáticos da Cidade-Tejo.
Trata-se de uma acção que se expande no domínio da intervenção social e de maior proximidade, junto das comunidades citadinas, de zonas ou de bairros.
O modelo é inovador em Portugal e está a ser bem visto lá fora, em alguns países da UE.
Resumidamente pode dizer-se, em forma de o explicar, que a acção se implanta com a Polícia Municipal e os chamados parceiros locais, Juntas de Freguesia, Associações e/ou Clubes de Bairros, Instituições da mais diversas, Comerciantes de todos os sectores, residentes e demais Departamentos Públicos ou Privados.
Este novo conceito, o do policiamento comunitário, tem em vista, prioritariamente, segundo os especialistas:
– Capacitar cada comunidade para a cidadania participativa na segurança;
– Sensibilizar a população para os comportamentos que deve ter de segurança para a sua própria defesa;
– Aumentar a relação de confiança entre polícia e a população;
– Reduzir e prevenir os comportamentos sociais de risco e anti-sociais, dar conselhos de segurança;
– Encaminhar pessoas em situação de maior vulnerabilidade;
– Questões de ruído, viaturas abandonadas, vegetação a ocultar sinais de trânsito;
– Falta de iluminação, insalubridade, estado dos passeios;
– Sinalização de problemas de insegurança no espaço público.
Em razão de tudo isto, seria razoável e de todo importante que esse projecto, a exemplo do que já aconteceu – foi acolhido por algumas cidades europeias – venha a ser implantado pelo Município de Coimbra, numa decisão que teria – estamos certos – o melhor acolhimento e o mais vivo aplauso, por parte dos conimbricenses.
O “Policiamento Comunitário” tem de ser uma prioridade e estar presente nos planos da autarquia de Coimbra. Poderá a Câmara contar, para o efeito, com os animadores sociais, os que estabelecem pontes entre as várias comunidades, desde a roma (cigana), passando pela brasileira (já em grande número na nossa cidade), até à indiana (a crescer).
O trabalho a realizar – espera-se que seja traçado pela autarquia – tem de ser envolvente e com pormenor de interacção. E deve integrar a Polícia Municipal com a PSP, esta no tecido urbano e, também, com a GNR, nas áreas rurais.
O modelo a que estamos a fazer referência tem algumas etapas para receber sucesso, conforme o “Campeão das Províncias” acaba de saber:
1ª – Criar um grupo de segurança nos bairros com problemas sociais ou outros;
2.ª – Incrementar um diagnóstico de segurança nesse território urbano ou rural, onde existam problemas;
3.ª – Identificar um perfil da equipa de segurança a actuar no terreno (deverá congregar psicólogos do Município);
4.ª – Os agentes que patrulham esses bairros devem conhecer os cidadãos que os habitam e os seus problemas, assim como têm de saber escutar os seus residentes.
As forças-equipas do “Policiamento Comunitário” actuam de forma rápida e eficaz para a solução de casos específicos, bem como na percepção atempada dos problemas mais graves que possam fazer perigar a segurança de pessoas e bens.
Para uma pormenorizada informação convidamos os nossos leitores a pesquisar no seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=26EtVd1WDXw
(*) Jornalista