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Região Centro apela a criatividade consequente em projecto de aldeias para o futuro

21 de Abril 2023

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro defendeu hoje a necessidade de se introduzir “criatividade consequente” no projecto Rede de Aldeias para o Futuro, que abrange o Alentejo, Centro de Portugal e Extremadura espanhola.

“Esperamos que este projecto seja transformado num projecto de estudo do tema, mas ao mesmo tempo que seja consequente e que, com isso, consigamos levar transformações para as nossas aldeias contempladas no projecto. Temos de introduzir neste projecto criatividade, mas criatividade consequente”, destacou.

Durante a sessão de abertura do seminário “Rede de Aldeias para o Futuro – Aldeias Bauhaus EUROACE”, que decorreu ao longo da manhã de hoje na sede da CCDR do Centro, em Coimbra, Isabel Damasceno sublinhou a importância deste tema ser trabalhado “de forma construtiva e consequente”.

“Este é um tema que está na moda e é muito solicitado. No entanto, é difícil dar sequência para transformar os pensamentos em projectos concretos e objectivos”, acrescentou.

O projecto Rede de Aldeias para o Futuro, um dos 20 vencedores do primeiro convite à apresentação de propostas do Novo Bauhaus Europeu da DG RÉGIO, é liderado pela Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, abrangendo seis Aldeias da região EUROACE: Alentejo, Centro de Portugal e Extremadura espanhola.

Envolve duas aldeias da região Centro de Portugal: Dornelas do Zêzere (Pampilhosa da Serra) e Sortelha (Sabugal); duas aldeias do Alentejo: São Pedro do Corval (Reguengos de Monsaraz) e Marco (Arronches), e ainda duas aldeias da Extremadura espanhola: Moraleja e Llerena.

Trata-se de um projecto transfronteiriço, de assistência técnica que visa apoiar a concepção de intervenções locais tendo como enquadramento os pilares da Nova Bauhaus Europeia.

Ao longo da sua intervenção, a presidente da CCDR do Centro destacou a nova abordagem que é dada às aldeias, tendo por base os três pilares da Nova Bauhaus Europeia: a sustentabilidade, inclusão e estética, que está a ser desenhada em conjunto pelos agentes locais e regionais.

“Tem todas as condições para que estas aldeias se afirmem como território piloto para o desenvolvimento e experimentação de novas políticas e novos processos de valorização social, económica, paisagística e ambiental que possam, posteriormente, ser alargados a outras aldeias do território de Portugal e Espanha e de outros Estados membros da União Europeia”, considerou.

Já o presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo, António Ceia da Silva, aproveitou a ocasião para evidenciar a importância da união, cooperação e trabalho em conjunto.

“É cada vez mais necessário não ver Portugal e Espanha, mas ver Portugal com Espanha. Ou seja, nós temos de trabalhar em conjunto”, concretizou.

No seu entender, o projecto Rede de Aldeias para o Futuro é um projecto “de esperança, de mudança e de transformação”.

“Estamos muito entusiasmados com o interesse e as ideias que este projecto já despertou. Espero que esta acção possa conduzir ainda mais para que a transformação aconteça e para validar cada vez mais pessoas que queiram fazer acontecer”, referiu.

A representar a Extremadura espanhola esteve Eulalia Moreno de Acevedo, directora geral de Urbanismo e Ordenamento do Território da Junta da Extremadura, que vincou também a importância de se trabalhar em rede, num projecto que é “um sonho grande” e “ambicioso”, mas que se conseguirá concretizar com “trabalho e cooperação”.