
Do lado esquerdo, da fotografia, podemos ver que está em curso a operação especial de levantamento da rede aérea dos troleicarros.
Ao final de 113 anos, desapareceu em completo silêncio a rede aérea entre a Portagem – Estação Nova.
Há dias, o actual presidente Dr. José Manuel Silva, escrevia exactamente o contrário, e dizia-me que tinha a intenção de manter pelo menos alguns dos tróleis para uso em uma linha turística.
Espero sinceramente estar enganado, mas acho que vai acontecer com os tróleis o mesmo que acontece há décadas com os nossos queridos e já centenários eléctricos. Desde 1982 que vejo, inclusive com promessas e intenções escritas em documentos municipais, a execução de uma linha turística de eléctricos em Coimbra, nos moldes do que existe em Lisboa, Porto e Sintra, isto para não falar de muitas outras cidades, por esse mundo fora.
Mas, nem o Museu dos Transportes Urbanos de Coimbra, situado na Rua da Alegria, reabre, nem temos nenhuma linha de eléctricos, e agora já nem os tróleis temos…
Compreendo que haja mais prioridades, mas já é tempo demais, outras cidades conseguiram, mas Coimbra, que quer ser referência no património não consegue.
Concluo que vai acontecer aos tróleis o mesmo que aconteceu aos eléctricos, e com a desculpa do MetroBus, vejo é o retirar, e retirar de centenas de metros de rede de tracção. Coimbra destrói o que outras cidades preservam e modernizam.
Lamento, Coimbra está a andar para trás, a rede de tracção é património da Lusa-Atenas, que importa preservar, manter e modernizar, e não é retirando e destruindo que se resolve, porque afinal existiu a rede de tracção durante 113 anos…
O que está a ser feito aos eléctricos de Coimbra é indecente, muitas promessas, mas também muito esquecimento, mas agora acrescento, para além dos eléctricos, também os nossos saudosos “pantufas”, os nossos queridos tróleis de Coimbra, que em muitas cidades são preservados e modernizados. No entanto, actualmente, a cidade de Coimbra prefere fechar a rede de tróleis e desmanchar a rede aérea… Lamento, não é esse o caminho.
Os eléctricos e os tróleis estão a ser injustamente esquecidos em Coimbra.