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Nuno Moita e João Portugal querem unir a Federação de Coimbra do PS

13 de Outubro 2022 Jornal Campeão: Nuno Moita e João Portugal querem unir a Federação de Coimbra do PS

A necessidade de o PS estar “mais unido e coeso” em Coimbra, e dessa forma contribuir também para “um conjunto de consensos” a nível nacional, é uma das razões de Nuno Moita se recandidatar à liderança da Federação em conjunto com João Portugal, seu adversário nas eleições de há dois anos.

Esta quinta-feira, os dois socialistas apresentaram-se no Hotel D. Luís para “o reforço do PS do distrito de Coimbra, com ideias e credibilidade, e ter peso junto do Poder Central”, assinalando que as propostas que apresentaram no anterior acto eleitoral eram idênticas, fazendo sentido ter “um discurso articulado e conjunto”.

Nuno Moita, presidente da Câmara de Condeixa-a-Nova, diz ser preciso “continuar a modernizar o PS em Coimbra, onde o partido está envelhecido, pois só 25% dos 6.000 militantes da Federação têm menos de 40 anos”.

Por outro lado, “num momento em que Portugal tem um Governo do PS, apoiado por uma maioria absoluta no Parlamento, o partido necessita também de alguma estabilidade nas suas federações”, defendeu. “Temos tudo a ganhar com o máximo de união”, disse Nuno Moita, realçando a necessidade de “atrair mais pessoas para o PS, sobretudo mais jovens”.

“Ser político não é uma coisa má, temos profissões e fazêmo-lo com espírito de missão”, referiu Nuno Moita, secundado por João Portugal, que é da Figueira da Foz.

Nas linhas programáticas que estão a ser elaboradas por Bruno Paixão e Américo Baptista, a candidatura reforça a necessidade de a região de Coimbra ser uma área metropolitana. “No apoio à mobilidade, 80% vai para as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto e o resto para o país, com a CIM de Coimbra a ficar com dois por cento”, exemplifica Nuno Moita.

Os candidatos assinalam que avançam obras importantes como o Metro do Mondego, a nova Maternidade, a refuncionalização dos Covões, a alteração à Urgência dos HUC, as novas instalações do IPO, mas “há investimentos incompletos e necessários” como no Porto da Figueira da Foz, na duplicação da linha ferroviária, no IC6, na A13 e no IP3.

Sobre a existência de outra candidatura à liderança da Federação de Coimbra do PS, protagonizada por Victor Baptista, Nuno Moita considera que “havia condições para um consenso alargado, dado não haver muitas diferenças programáticas”.

Os economistas Nuno Moita e Victor Baptista vão disputar a eleição para a presidência da Federação de Coimbra do PS, nos dias 4 e 5 de Novembro, com o primeiro a candidatar-se a um segundo mandato, decorrendo o Congresso duas semanas depois, nos dias 19 e 20.

Victor Baptista, de 70 anos, tem como mandatário o sociólogo António Casimiro Ferreira, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, enquanto o investigador Paulo Trincão, director do Exploratório Centro Ciência Viva de Coimbra, desempenha essas funções na candidatura de Nuno Moita.

Há dois anos, Nuno Moita, de 50, foi eleito presidente da Federação de Coimbra ao obter 1.569 votos (62%), enquanto o então adversário João Portugal, agora seu aliado, se quedou pelos 971 votos.